Quantas xícaras de café é seguro tomar por dia?
O café é uma parte essencial da vida diária de milhões de pessoas em diferentes partes do mundo. Por décadas, pesquisadores investigam se o consumo diário de café pode ter efeitos negativos no coração. Uma nova pesquisa realizada pela Associação Americana do Coração (AHA) reforça que, para a maioria dos adultos, consumir até 400 miligramas de cafeína por dia, equivalente a cerca de cinco xícaras de 240 ml de café, é considerado seguro.
O estudo, publicado na revista Circulation, reúne os estudos mais recentes sobre os efeitos da cafeína no sistema cardiovascular e destaca que o consumo moderado de café não aumenta o risco de problemas cardíacos na maioria das pessoas. No entanto, a nova análise alerta que doses elevadas de cafeína, como as encontradas em bebidas energéticas e produtos concentrados, podem causar efeitos prejudiciais ao coração.
Os efeitos da cafeína no coração
A cafeína consumida no café é uma parte essencial da vida diária de milhões de pessoas e, para a maioria dos adultos, a ingestão de até 400 mg por dia é segura e não aumenta o risco cardiovascular. No entanto, é importante notar que o café não é apenas cafeína, mas também contém centenas de outros compostos que podem ter propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Alguns dos efeitos da cafeína no coração incluem:
- Aumentos temporários da pressão arterial e da frequência cardíaca
- Aumentos da glicemia e do estado de alerta
- Palpitações e distúrbios do sono em alguns indivíduos
Conclusões e recomendações
Os autores do estudo destacam que o consumo moderado de café com cafeína está associado a um menor risco de diversas doenças cardiovasculares, incluindo doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e fibrilação atrial, além de menor incidência de diabetes tipo 2 em alguns indivíduos.
Além disso, é importante notar que o café não é a única fonte de cafeína, e que outras bebidas, como chá, chocolate, refrigerantes e bebidas energéticas, também contribuem para a ingestão diária da substância. Os especialistas defendem a realização de mais estudos, sobretudo em produtos que não têm o café como base, como bebidas energéticas, suplementos e outras formulações concentradas.
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