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Como MCs mais ouvidos do Brasil viraram empresários e revolucionaram o funk

Os MCs mais ouvidos do Brasil: uma nova geração de empresários

O mercado do funk no Brasil está passando por uma grande transformação. Os MCs mais ouvidos do país estão assumindo o controle de suas próprias carreiras e se tornando empresários. Isso é resultado de uma nova tendência que começou a se destacar nas plataformas de música, como o Spotify, onde canções como “Pau Pra Toda Obra” e “Cuida do Pet” estão entre as mais ouvidas.

Esses artistas, como MC Jacaré, MC Ryan SP, MC IG e MC Lele JP, estão criando suas próprias produtoras e gerenciando não apenas suas próprias carreiras, mas também as de colegas. Isso está mudando o jogo no mercado do funk, que antes era dominado por empresas de médio porte, como a GR6.

A ideia de que os artistas possam gerenciar suas próprias carreiras e ter mais controle sobre suas finanças e projetos é revolucionária. MC Kevin, que faleceu em 2021, foi um dos pioneiros nessa abordagem, criando a Revolução Records para gerenciar sua carreira. Embora tenha enfrentado desafios, sua ideia inspirou outros artistas a seguir o mesmo caminho.

  • MC Ryan SP, por exemplo, criou a Bololô Records e teve grande sucesso com a canção “Posso Até Não Te Dar Flores”.
  • MC IG, por sua vez, comanda a Gringos World Produtora, que gerencia sua carreira e a de outros artistas.
  • Essas produtoras oferecem estrutura para gravação de videoclipes, distribuição de músicas e um staff para produção de shows.

Os artistas que decidem assinar contratos com produtoras comandadas por outros funkeiros dizem que a grande vantagem é terem um empresário que conhece suas necessidades no detalhe e passou por dores parecidas. Além disso, as produtoras comandadas por MCs oferecem contratos mais flexíveis e uma maior informalidade, o que permite aos artistas ter mais controle sobre suas carreiras.

No entanto, essas produtoras ainda enfrentam desafios, como a necessidade de uma estrutura formal e a construção de um bom setor de venda de shows. A GR6, que dominava o mercado, flexibilizou contratos com artistas e passou a fechar acordos pontuais com as produtoras de MCs/empresários.

Com essa mudança de rumos, o mercado do funk está ganhando mais capilaridade, com mais opções de empresas com organização e uma maior cobrança por profissionalismo por parte dos artistas. É um novo momento para o funk no Brasil, e os MCs mais ouvidos do país estão à frente dessa revolução.

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