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Dieta de crianças segue pobre em vegetais, aponta estudo com 185 países

Dieta de Crianças: Um Desafio Global

A dieta de crianças em todo o mundo continua a ser um desafio, com baixo consumo de vegetais, frutas, feijões, nozes e sementes. Um estudo recente publicado na revista BMJ Global Health, realizado por pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, analisou dados de 185 países e constatou que, apesar de um aumento gradual no consumo de alimentos saudáveis de origem vegetal entre 1990 e 2018, a ingestão continua baixa em praticamente todas as regiões do planeta.

Os pesquisadores utilizaram o Global Dietary Database, uma das maiores bases de dados sobre alimentação do mundo, e analisaram informações de mais de 1,2 mil pesquisas alimentares que aconteceram entre 1990 e 2018 em 185 países. O estudo avaliou o consumo de cinco grupos de alimentos de origem vegetal considerados saudáveis: frutas, vegetais não amiláceos, vegetais amiláceos, feijões e outras leguminosas, além de nozes e sementes.

Resultados do Estudo

No cenário global, crianças e adolescentes consumiam entre 1,19 porção diária, entre menores de um ano, e 3,55 porções por dia entre jovens de 15 a 19 anos. O estudo também identificou pouca diferença entre meninos e meninas. As menores taxas de consumo foram observadas no Sul da Ásia em todas as faixas etárias.

  • Paises do Leste e Sudeste Asiático apresentaram alguns dos maiores índices, principalmente devido ao maior consumo de vegetais não amiláceos.
  • Em nível nacional, Vietnã, Congo e México registraram as maiores quantidades ingeridas.
  • Já Espanha, Paquistão e Reino Unido apareceram entre os países com as menores taxas.

Outro resultado chamou a atenção dos pesquisadores: apenas nos países de alta renda o consumo de alimentos saudáveis de origem vegetal diminuiu conforme as crianças cresciam. Segundo os autores, fatores como maior autonomia alimentar dos jovens, o ambiente alimentar e normas culturais podem influenciar essa mudança.

Conclusões e Recomendações

Os resultados reforçam a necessidade de identificar as lacunas na alimentação infantil e desenvolver estratégias que ampliem o acesso a alimentos vegetais saudáveis e minimamente processados em todo o mundo. É fundamental que as famílias estabeleçam hábitos alimentares saudáveis nos primeiros anos de vida e mantenham esses hábitos à medida que as crianças crescem.

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