Tatiana Tibúrcio: A Luta Pela Visibilidade e Representação no Teatro e na Televisão
Tatiana Tibúrcio é uma atriz, diretora e preparadora de elenco brasileira que construiu uma carreira sólida e reconhecida em um mercado que historicamente restringiu as possibilidades de representação para mulheres negras. Em uma entrevista recente, ela falou sobre sua trajetória, as barreiras que enfrentou e as conquistas que alcançou.
Para Tibúrcio, a visibilidade é um dos principais avanços que ocorreram nos últimos anos. “Nós, que sempre estivemos aqui, passamos a nos tornar visíveis aos olhos daqueles que nos negavam”, afirma. No entanto, ela também destaca que ainda há muito a ser feito para alcançar a naturalidade da pluralidade e para que as atrizes negras sejam aceitas em toda a sua existência e complexidade, e não apenas naquilo que se aproxima do padrão estabelecido.
Algumas das principais barreiras que Tibúrcio enfrentou incluem a falta de representação e a necessidade de se adaptar a um padrão estético branco. “Eu não posso entrar em cena pensando apenas em interpretar”, afirma. “Qualquer gesto que eu tenha que fazer, preciso levar em consideração. Se alguém vai me dar um uniforme, eu tenho que pensar: ‘Como é esse uniforme?'”. Isso gera um desgaste emocional absurdo, que Tibúrcio espera que as atrizes que venham depois dela não precisem mais passar.
Entre as principais conquistas de Tibúrcio estão a criação do Negro Olhar, um ciclo de leituras dramatizadas dedicado a autores e artistas negros, e a indicação ao Prêmio Shell de melhor atriz por Salina, a última vértebra (2015). Ela também venceu o troféu APCA de melhor atriz por Falas Negras, um especial dirigido por Lázaro Ramos em que interpretou Mirtes de Souza, mãe do menino Miguel Otávio, que morreu aos 5 anos após cair de um prédio de luxo no Recife.
Para as próximas gerações de atrizes negras, Tibúrcio deseja que elas tenham o privilégio e o prazer de apenas interpretar, sem precisar se preocupar com as barreiras e os desafios que ela enfrentou. “Que elas tenham a coragem de acreditar e fazer”, afirma. “Aquele que acredita e faz é aquele que tem coragem de abrir mão, de ser feliz e de acreditar em si mesmo”.
- Visibilidade: Tibúrcio destaca que a visibilidade é um dos principais avanços que ocorreram nos últimos anos, com as atrizes negras se tornando mais visíveis aos olhos daqueles que as negavam.
- Barreiras: Ela enfrentou barreiras como a falta de representação e a necessidade de se adaptar a um padrão estético branco.
- Conquistas: Tibúrcio criou o Negro Olhar e venceu prêmios como o troféu APCA de melhor atriz por Falas Negras.
- Mensagem: Para as próximas gerações de atrizes negras, Tibúrcio deseja que elas tenham a coragem de acreditar e fazer.
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