O Fiasco da Lecar e o “Musk Brasileiro”
O empresário Flavio Figueiredo Assis, conhecido como o “Elon Musk brasileiro”, está enfrentando um duro golpe com a crise da Lecar, sua empresa que prometia democratizar o acesso a carros eletrificados baratos no Brasil.
A Lecar foi criada com a missão de ser o “Tesla brasileiro”, mas nunca entrou em linha de produção. O sistema de Compra Programada, que permitiria aos clientes comprar o Lecar 459 em até 72 vezes sem juros, foi investigado pelo Ministério da Fazenda e o Ministério Público Federal, que detectaram indícios de fraude e pirâmide financeira.
Investigação e Consequências
A Justiça determinou que a Lecar não tinha autorização legal para operar consórcios ou vendas antecipadas. Além disso, relatórios apontaram práticas como cobrança de taxa de adesão para revendedores, uso de gatilhos de urgência e dependência da entrada de novos pagantes para sustentar o fluxo de caixa.
Como resultado, foi determinado que o dinheiro arrecadado pelo empresário fosse devolvido de forma imediata aos clientes. Segundo o “Musk brasileiro”, 90% dos clientes já receberam reembolso das reservas pagas de forma antecipada.
Crise e Expansão Internacional
A crise também afetou os planos de expansão internacional da Lecar. A empresa negociava com a chinesa Dongfeng para importar o hatch elétrico Nammi 01, que seria rebatizado como Lecar Pop no Brasil. No entanto, o acordo foi cancelado após a repercussão negativa das investigações.
A montadora chinesa classificou os contatos como preliminares e decidiu não avançar, enquanto o “Musk brasileiro” admitiu que a perda de confiança foi determinante para o recuo.
Alguns pontos importantes sobre o caso incluem:
- A Lecar não tinha autorização legal para operar consórcios ou vendas antecipadas.
- O sistema de Compra Programada foi investigado por indícios de fraude e pirâmide financeira.
- O dinheiro arrecadado pelo empresário foi devolvido de forma imediata aos clientes.
- A crise afetou os planos de expansão internacional da Lecar.
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