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Santander defende transferência da Coleção Gelman à Espanha e nega violação da lei mexicana

Coleção Gelman: Santander Defende Transferência para a Espanha

A polêmica em torno da Coleção Gelman continua a gerar debates acalorados. O Banco Santander, recentemente, se pronunciou sobre a questão, defendendo a transferência da coleção para o espaço cultural Faro Santander, na Espanha, prevista para setembro. Segundo o banco, essa ação ocorre “em plena conformidade com a lei mexicana”, contrariando as acusações de violação da legislação de patrimônio cultural do México.

A Coleção Gelman, formada por Jacques e Natasha Gelman ao longo do século 20, é um tesouro cultural que inclui dez pinturas de Frida Kahlo, obras de Diego Rivera, Rufino Tamayo, e outros nomes proeminentes do modernismo mexicano. Atualmente, as peças estão em exibição no Museu de Arte Moderna da Cidade do México, marcando a primeira vez em quase 20 anos que a coleção está disponível ao público no país.

Acordo e Controvérsia

No início do ano, o Santander anunciou um acordo de gestão de longo prazo com a família Zambrano para administrar 160 das 300 obras do acervo. Essa decisão gerou críticas de curadores, artistas, advogados e outros setores, que argumentam que a transferência das obras para a Espanha contraria as leis de patrimônio cultural do México. O governo mexicano assegurou que as obras retornarão definitivamente ao país em 2028, mas o acordo com o Santander permite que a coleção continue circulando até 2030.

O grupo que move o processo judicial contra o banco e o governo mexicano classifica a operação como uma fusão inconstitucional entre interesses públicos e privados. Eles exigem a criação de um museu público para abrigar a coleção, garantindo seu acesso e preservação para as gerações futuras.

  • A Coleção Gelman é um patrimônio cultural valioso do México, com obras de artistas renomados como Frida Kahlo e Diego Rivera.
  • O acordo entre o Santander e a família Zambrano permite a gestão de 160 obras do acervo por um período de tempo determinado.
  • A controvérsia gira em torno da transferência das obras para a Espanha, com críticos argumentando que isso viola as leis de patrimônio cultural do México.

O Santander, por sua vez, afirma que seu papel está voltado para o apoio à conservação, estudo, exposição e acesso público ao acervo, buscando preservar a rica herança cultural que a Coleção Gelman representa.

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