Por que o maior acelerador de partículas do mundo parou — e ficará assim até 2030
O maior acelerador de partículas do planeta, o LHC (Grande Colisor de Hádrons), entrou em um período de manutenção e modernização que deve durar até 2030. Ao fim das obras, o instrumento voltará a funcionar em uma versão mais poderosa, capaz de produzir um volume muito maior de colisões entre partículas e ampliar as chances de revelar fenômenos ainda desconhecidos da física.
O que é o LHC?
O Grande Colisor de Hádrons é um acelerador de partículas que impulsiona partículas subatômicas, como prótons, até velocidades próximas à da luz antes de fazê-las colidir. Essas colisões reproduzem, em escala microscópica, condições semelhantes às que existiam instantes após o Big Bang, permitindo que cientistas investiguem como o Universo surgiu e como a matéria é formada.
Por que o acelerador precisa ser desligado?
A paralisação permitirá uma modernização completa do acelerador e de seus detectores. Serão substituídos cerca de 1,2 quilômetro de ímãs e outros componentes do acelerador. Além disso, os detectores ATLAS e CMS também passarão por uma ampla atualização para operar em um ambiente mais robusto.
O que muda no HiLumi LHC?
A principal mudança será o aumento da chamada luminosidade, que representa a quantidade de colisões que um acelerador consegue produzir em determinado intervalo de tempo. O HiLumi LHC deverá elevar essa capacidade em até dez vezes em relação ao projeto original, permitindo que os cientistas reunam conjuntos de dados muito maiores e observem fenômenos extremamente raros.
Em busca das maiores perguntas da física
A expectativa é que o novo acelerador aprofunde o estudo do bóson de Higgs e aumente significativamente as chances de encontrar evidências de fenômenos que ainda escapam ao chamado Modelo Padrão. Além disso, o acelerador pode ajudar a entender a matéria escura e a energia escura, dois componentes que permanecem entre os maiores enigmas da cosmologia moderna.
- O LHC é um acelerador de partículas que impulsiona partículas subatômicas até velocidades próximas à da luz.
- A paralisação do acelerador permitirá uma modernização completa do acelerador e de seus detectores.
- O HiLumi LHC deverá elevar a capacidade de produzir colisões em até dez vezes em relação ao projeto original.
Ciência continua, mesmo sem colisões. Pesquisadores continuarão analisando o enorme banco de dados acumulado durante os últimos anos, o que deve resultar em novas publicações e descobertas antes mesmo do retorno do acelerador.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link