Cientistas criam células da retina em laboratório pela primeira vez
Um avanço significativo na medicina foi alcançado recentemente, quando cientistas conseguiram cultivar células de retina em laboratório a partir de células-tronco. Essa conquista pode levar a novos tratamentos para a perda de visão, uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
A pesquisa, liderada por engenheiros biomédicos da Universidade Duke, nos Estados Unidos, demonstrou que as células cultivadas podem formar tecido vascular retiniano funcional em um ambiente de laboratório. Isso permite que os cientistas modelhem e pesquisem diversas doenças oculares de forma mais eficaz.
Atualmente, as células endoteliais da retina são coletadas e cultivadas a partir de pacientes reais, o que as torna caras e com disponibilidade limitada. A nova técnica desenvolvida pelos pesquisadores permite a criação de um suprimento contínuo de células a partir do zero, o que pode reduzir custos e melhorar a acessibilidade a tratamentos.
Como funciona a técnica
A equipe de cientistas usou um procedimento bem estabelecido para induzir as células-tronco em células endoteliais comuns, que formam a camada interna da maioria dos vasos sanguíneos do corpo. Em seguida, eles usaram um coquetel especializado para induzir as células a se tornarem um tipo específico encontrado na retina.
Os pesquisadores conseguiram fazer com que as células formassem as mesmas redes e estruturas que formam no corpo. Eles também submeteram esses tecidos a condições que simulam a retinopatia diabética, uma doença que causa danos aos vasos sanguíneos da retina.
Resultados promissores
Quando as células cultivadas em laboratório foram utilizadas como terapia para modelos de camundongos com vasos sanguíneos da retina frágeis e desestruturados, os pesquisadores notaram que essas células se integraram com sucesso ao tecido existente, ajudando a desenvolver vasos sanguíneos com barreiras resistentes.
Os resultados são promissores para o desenvolvimento de tratamentos preventivos para a perda de visão. Além disso, a técnica pode ser usada para modelar e pesquisar doenças oculares em laboratório, o que pode levar a uma melhor compreensão das causas e mecanismos dessas doenças.
- A técnica permite a criação de um suprimento contínuo de células a partir do zero.
- As células cultivadas em laboratório podem ser usadas para modelar e pesquisar doenças oculares.
- Os resultados são promissores para o desenvolvimento de tratamentos preventivos para a perda de visão.
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