Justiça manda Spotify apagar playlists e músicas de redes extremistas
A Justiça do Rio Grande do Sul determinou que o Spotify remova imediatamente playlists, músicas, perfis e outros conteúdos que incentivem a violência, exaltem massacres em escolas ou espalhem discursos de ódio.
Essa decisão foi tomada após um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), que identificou conteúdos extremistas na plataforma, incluindo materiais que incentivavam automutilação e suicídio.
As decisões judiciais foram concedidas em duas etapas. Em 24 de abril, a Justiça autorizou a quebra do sigilo de perfis, canais e playlists investigados. Com isso, as autoridades tiveram acesso aos dados cadastrais e aos registros de acesso dessas contas.
Em 7 de maio, uma nova decisão determinou a remoção imediata dos conteúdos considerados ilegais, sem aviso prévio aos usuários, para impedir que continuassem sendo divulgados.
Segundo o MP-RS, a investigação encontrou uma rede de conteúdos extremistas espalhados por diferentes plataformas digitais. No Spotify, havia playlists com títulos que exaltavam ataques e usavam o algoritmo do Spotify para levar usuários a conteúdos extremistas.
Os algoritmos de recomendação da plataforma eram explorados para criar um chamado “funil sonoro”, conduzindo usuários, principalmente jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade, a conteúdos cada vez mais extremos.
Além da remoção das playlists, a Justiça determinou que os dados das contas investigadas sejam preservados por um ano para permitir o avanço das investigações e a identificação dos responsáveis pela criação e disseminação desses materiais para que respondam criminalmente.
O Spotify informou que já cumpriu a decisão judicial e que segue as ordens da Justiça nos países onde atua. A empresa destacou que suas regras proíbem conteúdos que incentivem a violência ou coloquem pessoas em risco.
Algumas das ações tomadas incluem:
- Remoção imediata de conteúdos ilegais
- Preservação de dados das contas investigadas por um ano
- Identificação e remoção de conteúdos extremistas
O caso destaca a importância da regulamentação e fiscalização de conteúdos online para prevenir a disseminação de discursos de ódio e violência.
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