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Acionistas processam Uber por casos de agressão sexual

Um fundo de pensão de Detroit entrou com uma ação judicial contra a diretoria da Uber, acusando o conselho da empresa de priorizar lucro em vez de segurança. O processo foi protocolado no Tribunal Federal de São Francisco, na Califórnia, e classifica a companhia como uma “ofensora serial de compliance”.

A ação é liderada pelo Police and Fire Retirement System da cidade de Detroit e enquadra membros do conselho por violação de dever fiduciário. Os autores alegam que a diretoria ignorou repetidos alertas internos e externos sobre falhas no tratamento de casos de abuso sexual praticados por motoristas.

Conforme a queixa, menos de 40% dos usuários acreditam que a Uber leva a segurança a sério. Além disso, a empresa enfrenta mais de 3.571 ações judiciais relacionadas a condutas impróprias de motoristas, segundo dados da Reuters.

Reclamações e processos

A ação movida pelos acionistas conecta esse volume processual diretamente à ausência de uma cultura de conformidade dentro da empresa. O CEO Dara Khosrowshahi, que está no cargo há quase nove anos, é um dos réus nomeados na queixa.

Além das vítimas de agressão sexual e assédio, a queixa cita outros grupos afetados pelas falhas: clientes com deficiência e consumidores do serviço de assinatura Uber One. No ano passado, o governo federal dos EUA entrou com dois processos separados contra a companhia, um acusando a Uber de recusar sistematicamente o transporte de pessoas com deficiência e outro apontando práticas enganosas de cobrança e cancelamento no Uber One.

Requisitos dos acionistas

A ação é do tipo derivativa, ou seja, movida por acionistas em nome da própria corporação. Os autores pedem que os diretores ressarçam pessoalmente a empresa pelos danos alegados, devolvam parte das remunerações recebidas e implementem mecanismos mais robustos de supervisão e conformidade.

Em nota enviada à Reuters, a Uber rejeitou as acusações. “Este processo ignora fatos importantes e se baseia em narrativas falsas e enganosas de outras ações sem mérito que já abordamos publicamente e nos tribunais”, afirmou a companhia.

Os principais pontos da ação incluem:

  • Priorização do lucro em vez da segurança;
  • Falhas no tratamento de casos de abuso sexual;
  • Ausência de uma cultura de conformidade;
  • Impacto em clientes com deficiência e consumidores do Uber One.

O caso da Uber não é isolado no ambiente corporativo americano. Acionistas da Adobe, Apple e Intel também recorreram a ações desse tipo em 2026, segundo o TechCrunch.

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