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Apesar de raro, AVC em crianças pode ocorrer e deixar sequelas

Apesar de raro, AVC em crianças pode ocorrer e deixar sequelas

As novas diretrizes dos Estados Unidos para tratamento de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico trazem, pela primeira vez, recomendações específicas para crianças. Elaboradas pela American Heart Association e pela American Stroke Association, elas destacam o reconhecimento rápido dos sintomas e a importância dos exames de imagem, além de estabelecerem critérios para tratamento em pacientes pediátricos.

O objetivo é acelerar o diagnóstico e o tratamento para reduzir o risco de sequelas. Embora mais raro, crianças também podem ter um AVC e, nelas, o evento está associado a problemas como malformação de vasos cerebrais, doenças cardiovasculares ou autoimunes, traumas, entre outros.

Recomendações pediátricas

As recomendações pediátricas desta diretriz representam um avanço importante, porque reconhecem formalmente que crianças também têm AVC e que o atraso no diagnóstico continua sendo um dos principais obstáculos. É um grande passo para padronizar decisões que antes dependiam de extrapolação da literatura adulta e de julgamento individual.

Um acidente vascular cerebral pode ocorrer pelo bloqueio da circulação sanguínea no cérebro (AVC isquêmico) ou pelo extravasamento de sangue (hemorrágico). Em qualquer caso, cada minuto faz diferença. O AVC provoca a morte de células, podendo deixar sequelas nos movimentos e na fala e até levar a óbito.

Sintomas e diagnóstico

Entre os principais sintomas, o documento destaca:

  • Cefaleia súbita intensa com vômitos, sonolência ou convulsão
  • Alteração visual
  • Problemas de coordenação motora (ataxia)

Também valem os sinais clássicos do protocolo FAST (da sigla em inglês Face, Arms, Speech, Time), que avalia a presença de assimetria na face, fraqueza em um dos braços e dificuldade de fala. Diante de qualquer um deles, é preciso buscar atendimento imediatamente.

Novos critérios para tratamento incluem a possibilidade de trombectomia mecânica (a retirada do coágulo via cateter) em crianças com mais de 6 anos. Além disso, a diretriz destaca a importância de exames de neuroimagem rápida, preferencialmente a ressonância magnética e a angiorressonância, que analisa veias e artérias.

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