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Autoridade Ucraniana para Uso Militar da IA Prevê “Novo Paradigma” da Guerra

Autoridade Ucraniana para Uso Militar da IA Prevê “Novo Paradigma” da Guerra

A guerra na Ucrânia e em outros lugares está prestes a enfrentar uma mudança de paradigma nos próximos anos, à medida que a inteligência artificial (IA) for integrada às redes de armas e acelerar a tomada de decisões no campo de batalha. De acordo com Danylo Tsvok, chefe do centro de pesquisa em IA do Ministério da Defesa ucraniano, a IA já está fazendo isso ativamente e formará um novo paradigma de guerra.

A Ucrânia, que está em seu quinto ano de combate contra uma invasão russa em grande escala, já está utilizando IA para uma infinidade de funções no campo de batalha, desde o voo de drones contra alvos até o auxílio no planejamento de operações de combate e a análise de dados sobre ataques com mísseis russos. O centro de pesquisa em IA do Ministério da Defesa ucraniano foi fundado em março, com o objetivo de colocar a IA e a tomada de decisões baseada em dados no centro das defesas da Ucrânia.

Os drones, ainda em sua maioria comandados por pessoas, já revolucionaram a forma como a guerra está sendo travada. As tropas ucranianas e russas lançam milhares de veículos aéreos não tripulados (UAVs) por dia umas contra as outras. A capacidade dos drones de vigiar constantemente o campo de batalha e atingir alvos com precisão acelerou a “cadeia de morte” – o processo de planejar e executar um ataque contra o inimigo.

A tomada de decisões por IA aceleraria isso ainda mais, disse Tsvok. A Ucrânia, cujas Forças Armadas contam com cerca de um milhão de integrantes, já está usando ferramentas de IA em seus sistemas de comando. No entanto, o objetivo é criar um único sistema operacional para recomendar decisões no campo de batalha, desde as unidades individuais da linha de frente até o comando estratégico.

Isso aceleraria significativamente a análise de dados da linha de frente de 1.200 quilômetros para permitir recomendações aos comandantes humanos, disse ele. O objetivo, disse Tsvok, é unir armas e sistemas de dados em “um único organismo vivo que possa operar de maneira coordenada”.

A corrida armamentista tecnológica desencadeada pela maior guerra da Europa desde a Segunda Guerra Mundial atraiu o interesse de empresas estrangeiras de IA ávidas por dados de combate para treinar seus modelos e pela oportunidade de testar seus sistemas. Algumas, como a empresa norte-americana Palantir, forneceram seus sistemas à Ucrânia.

A Rússia também está desenvolvendo suas capacidades de inteligência artificial. Um comandante graduado da defesa aérea ucraniana disse à Reuters em abril que estava preocupado com o uso crescente da IA pela Rússia no planejamento de ataques com drones e mísseis contra cidades, o que poderia reduzir significativamente o tempo de planejamento de cada ataque.

Os principais pontos da integração da IA na guerra incluem:

  • Integração da IA às redes de armas para acelerar a tomada de decisões no campo de batalha
  • Uso de drones e UAVs para vigiar o campo de batalha e atingir alvos com precisão
  • Desenvolvimento de sistemas de IA para recomendar decisões no campo de batalha
  • Corrida armamentista tecnológica entre a Ucrânia e a Rússia para desenvolver capacidades de IA

Em resumo, a integração da IA na guerra está revolucionando a forma como as batalhas são travadas e os conflitos são resolvidos. A Ucrânia e a Rússia estão investindo pesadamente em tecnologias de IA para obter uma vantagem estratégica no campo de batalha.

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