Rainha das Matas: o festival transcentrado que une arte, natureza e cultura na Amazônia
O festival Rainha das Matas é um evento único que combina arte, natureza e cultura na Amazônia brasileira. Criado em 2021 pela artesã e multiartista Ágatha Felina, o festival reúne candidatas que criam indumentárias feitas exclusivamente com materiais orgânicos e apresentam performances inspiradas nos saberes, nas comunidades e nos ecossistemas amazônicos.
A ideia do festival surgiu quando Ágatha estava no meio da mata, colhendo bacuri com um grupo de amigos LGBTQIAPN+. Ela começou a observar a paisagem ao redor e teve a ideia de criar um festival que celebrasse a beleza da natureza e a diversidade cultural da região.
O festival é realizado anualmente em Soure e reúne candidatas que criam “esplendores” – estruturas produzidas com folhas, sementes, flores, fibras, galhos e outros elementos encontrados no território. Cada participante desenvolve uma narrativa própria e a traduz em uma apresentação que pode levar semanas para ser preparada.
O Rainha das Matas é mais do que um festival – é uma plataforma de visibilidade para artistas trans, travestis e outras dissidências de gênero do Marajó. O festival também fortaleceu debates sobre preservação ambiental e ajudou a trazer valorização para as pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ da região.
Algumas das principais características do festival incluem:
- Uso de materiais orgânicos na construção das apresentações
- Desenvolvimento de narrativas próprias e tradução em estruturas produzidas com elementos naturais
- Fortalecimento de debates sobre preservação ambiental e valorização da diversidade cultural
O festival também tem um impacto positivo na economia local, movimentando artistas e trabalhadores da cultura, hotéis, pousadas, restaurantes, mototaxistas, vendedores ambulantes e pequenos comerciantes.
A organização do festival está trabalhando para transformá-lo em uma plataforma permanente de formação e desenvolvimento artístico, com a criação de oficinas, intercâmbios culturais e oportunidades de profissionalização voltadas principalmente para pessoas trans e travestis da região.
O sonho de Ágatha e da equipe é criar uma sede permanente para o projeto, um espaço capaz de receber oficinas, residências artísticas, encontros comunitários e processos criativos ao longo de todo o ano.
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