Recall da Ford: Um Caso de Atraso e Despesas Absurdas
Um caso recente nos Estados Unidos chama a atenção para os problemas que podem surgir quando um recall é anunciado, mas a solução não é disponibilizada em tempo hábil. Paul Lonergan, morador de Massachusetts, é o dono de um Ford Edge 2017 que foi incluído em um recall anunciado pela Ford no ano passado devido a um defeito grave de freio.
O problema é que, apesar de o carro estar incluído no recall, a Ford ainda não havia disponibilizado a solução oficial nas concessionárias para resolver o problema. Isso significa que Lonergan teve que desembolsar mais de US$ 1.800 (cerca de R$ 9.400) do próprio bolso para consertar o defeito.
O Recall e o Problema
O recall afetou quase 500 mil unidades dos modelos Ford Edge e Lincoln MKX no país e foi voltado para o risco de ruptura nas mangueiras flexíveis traseiras. Caso o componente se rompesse, poderia haver um vazamento de fluido que afetaria o sistema de frenagem do carro.
No caso de Lonergan, ele estava ciente do recall desde setembro, mas só procurou a agência quando identificou o vazamento em abril. Para piorar, ele foi informado de que a montadora ainda não possuía a solução imediata.
Consequências e Reembolso
O reparo exigiria apenas mangueiras reforçadas, mas mesmo assim coube a Lonergan arcar com a soma de US$ 1.854. A legislação norte-americana exige que fabricantes reembolsem eventuais gastos com defeitos que já estejam cobertos por campanhas de segurança.
Mesmo assim, a Ford orientou o motorista a enviar os recibos apenas para “avaliação de reembolso”, deixando a devolução incerta no curto prazo. Isso gerou uma grande frustração para Lonergan, que declarou: “Não tenho dinheiro para emprestar a uma corporação bilionária”.
- O recall afetou quase 500 mil unidades dos modelos Ford Edge e Lincoln MKX.
- O problema é relacionado ao risco de ruptura nas mangueiras flexíveis traseiras.
- A Ford ainda não havia disponibilizado a solução oficial nas concessionárias para resolver o problema.
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