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Ato “O MABE pede socorro” reúne artistas e sociedade civil em Belém por preservação do museu

Ato “O MABE pede socorro” reúne artistas e sociedade civil em Belém por preservação do museu

Uma mobilização em defesa do Museu de Arte de Belém (MABE) reuniu artistas, professores, servidores públicos e integrantes da sociedade civil na manhã do último domingo em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede do museu na Cidade Velha.

O MABE abriga mais de 2 mil obras, entre pinturas, esculturas, porcelanas e mobiliário ligados à história artística do Pará, da Amazônia e do Brasil. Entre as peças do acervo estão trabalhos de Theodoro Braga e registros considerados fundamentais para a memória de Belém.

A situação crítica do museu tem origem numa reforma administrativa da Prefeitura de Belém realizada em fevereiro de 2025, que extinguiu a Fundação Cultural do Município (Fumbel), da qual o MABE era departamento. A nova Secretaria Municipal de Cultura não absorveu o museu como unidade museológica, o que resultou na extinção de cargos de direção e das divisões técnicas de conservação, restauração, curadoria, pesquisa e educação.

Os principais problemas enfrentados pelo museu incluem:

  • Falta de estrutura funcional necessária para desenvolver plenamente suas atividades;
  • Desumidificadores inoperantes, o que pode provocar danos ao acervo em uma cidade de alta umidade;
  • Fechamento do museu aos fins de semana desde o ano passado, permanecendo fechado inclusive durante programações especiais no centro histórico.

O abaixo-assinado será encaminhado a órgãos de proteção do patrimônio e instituições competentes. A Prefeitura de Belém foi contactada e não havia se manifestado até o fechamento da reportagem.

A mobilização “O MABE pede socorro” visa chamar a atenção para a importância da preservação do museu e do seu acervo, que é fundamental para a memória e a cultura de Belém e do Brasil.

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