Seleção Iraniana para Copa do Mundo Chega a Tijuana em Meio a Tensões Irã-EUA
A equipe nacional de futebol do Irã chegou a Tijuana, no México, na madrugada de domingo, antes dos três jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos. A seleção iraniana está em meio a tensões políticas e de guerra entre os países, o que transformou o maior evento esportivo do mundo em uma disputa de poder brando.
A seleção aterrissou em Tijuana após um voo noturno da Turquia, onde treinaram nas últimas três semanas. Quando o ônibus da seleção se afastou do aeroporto, fez uma breve pausa para que os membros da federação pudessem acenar para cerca de 20 torcedores que seguravam bandeiras iranianas.
Tensões Políticas e de Guerra
O futebol é uma religião no Irã, um passatempo nacional adorado por pessoas de todo o espectro político. No entanto, a seleção iraniana está sob pressão de todos os lados, com protestos generalizados no país exigindo o fim do governo clerical e a guerra com os EUA.
A seleção iraniana está programada para jogar seus dois primeiros jogos do Grupo G perto de Los Angeles, contra a Nova Zelândia e a Bélgica, e depois enfrentar o Egito em Seattle. O Irã e os EUA podem se enfrentar nas oitavas de final se ambas as seleções ficarem em segundo lugar em seus grupos.
- A seleção iraniana está sob pressão para não jogar com a seleção, pressão para demonstrar solidariedade com o povo e os atletas estão lá apenas para jogar futebol.
- A seleção iraniana foi aplaudida e ridicularizada após se recusar a cantar o hino nacional na Copa do Mundo de 2022 no Catar.
- As pressões sobre a seleção iraniana só aumentaram desde então.
Drama do Visto
Após semanas de incerteza, os EUA concederam vistos a todos os jogadores na sexta-feira, apenas 10 dias antes da primeira partida. No entanto, vários membros da seleção iraniana não receberam vistos, incluindo membros importantes da gerência e da administração.
A federação de futebol do Irã acusou os EUA de não cumprirem suas obrigações como anfitriões e de violarem as normas da FIFA. O embaixador iraniano disse que 15 dos 70 membros do grupo que chegaram a Tijuana não receberam vistos para entrar nos EUA.
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