Mestres do Universo: Um Filme Divertido e Ridículo
O filme “Mestres do Universo” é uma adaptação da franquia de heróis dos anos 1980, que surpreendeu muita gente por ser um bom filme. É divertido, colorido, engraçado e ridículo, assim como o desenho que inspirou a nova adaptação.
O filme prova que a grande força do boneco megamusculoso He-Man sempre foi mesmo abraçar a cafonice de seu corte de cabelo e rir de si mesmo. Com um diretor experiente no gênero e um elenco recheado de ótimas surpresas, como a melhor atuação de Jared Leto talvez desde “Clube de compras Dallas” (2013), “Mestres do Universo” faz um ótimo trabalho para apresentar os personagens a uma nova geração.
Uma História de Origem Bem-Feita
A história de origem do filme é bem-feita e apresenta o príncipe exilado (Nicholas Galitzine) de um planeta distante que precisa encontrar uma espada lendária para voltar para casa e derrotar um vilão megalomaníaco (Leto) e inseguro com cara de caveira.
O filme faz funcionar, por mais que toda a sequência inicial com a infância do herói seja um pouco sofrível. Grande responsável por isso é Galitzine, que dá credibilidade ao ridículo da premissa e aos poderes absurdos do personagem com um timing invejável para o humor.
Um Diretor Experiente e um Elenco Talentoso
O diretor Travis Knight entrega a sensibilidade necessária para que “Mestres do Universo” funcione, com o olhar de fã necessário para um autor que não se preocupa com o que os demais admiradores do desenho vão pensar. Junto do roteirista Chris Butler, ele mistura referências que vão além da animação, como os inúmeros memes que sustentam os personagens ao longo dos anos, e uma mensagem atualizada para um novo público.
- O filme também ostenta uma leveza que representa o verdadeiro espírito da franquia nos anos 1980.
- A trilha sonora de Daniel Pemberton é outro ponto forte do filme, com um trabalho incrível que se firma cada vez mais como um dos mais empolgantes do cinema atual.
- O filme é uma má ideia que não tinha o menor direito de dar certo, mas contra tudo e contra todos, de alguma forma funciona.
Se novas gerações chegarem a assistir, pode ser o começo de um He-Mannaissance (um Renascimento do herói, se preferirem). Mas é preciso que alguém esteja disposto a dar uma chance para um bárbaro de tanguinha de couro em pleno 2026.
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