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Uso excessivo de telas prejudica criatividade nas brincadeiras

As lembranças da infância trazem nostalgia para muitas pessoas, especialmente quando se trata de brincadeiras favoritas. No entanto, o uso excessivo de telas está mudando a forma como as crianças brincam e interagem com o mundo ao seu redor.

De acordo com a terapeuta ocupacional Amanda Sposito, as famílias estão delegando muito tempo para as telas ocuparem o tempo das crianças, o que está levando a uma perda progressiva da criatividade para brincar ativamente. As próprias crianças dizem ter dificuldade em pensar em brincadeiras possíveis de serem feitas quando estão fora da tela.

Consequências do uso excessivo de telas

O uso excessivo de telas pode ter consequências negativas para a saúde física e mental das crianças, incluindo interferência no desenvolvimento cognitivo, problemas emocionais, doenças oculares, auditivas e ortopédicas, cyberbullying, entre outras. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam limites de tempo específicos de exposição das crianças às telas, que variam conforme a faixa etária.

Além disso, é preciso cuidado com o conteúdo acessado pelos menores, que pode ser inapropriado e prejudicial. Existem aplicativos de controle parental que dão aos pais a possibilidade de observar o conteúdo consumido pelos filhos e bloquear o acesso a determinadas funções.

Uso responsável de telas

O ideal não é impedir a utilização da tecnologia, mas administrá-la de forma responsável. O projeto social Gaming Park é um exemplo de como o uso das telas pode ser associado ao entretenimento e à educação. A coordenadora técnica do Gaming Park, Dara Coema, explica que é preciso orientar os pais e responsáveis sobre os cuidados com as mídias e não ignorar o potencial da tecnologia para a educação.

Para que haja equilíbrio no uso das telas e das plataformas online, é necessário letramento digital e educação midiática para a sociedade de maneira geral. Isso significa dar o caminho das pedras desde cedo, para criar cidadãos do digital que tenham consciência e poder sobre suas escolhas.

  • Limitar o tempo de exposição às telas de acordo com a faixa etária;
  • Cuidar com o conteúdo acessado pelos menores;
  • Utilizar aplicativos de controle parental;
  • Associar o uso das telas ao entretenimento e à educação;
  • Promover o letramento digital e a educação midiática.

É importante lembrar que a responsabilização sobre o uso das telas também deve recair sobre as empresas administradoras das plataformas, que precisam ser fiscalizadas para não estimular o uso excessivo dos aparelhos.

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