Wi-Fi 7 no Brasil: o que muda para quem usa internet em casa
A maioria dos dispositivos conectados em uma casa hoje, como celular, TV, tablet, lâmpada inteligente, geladeira, ainda opera em redes projetadas antes de o streaming em 4K, as videochamadas simultâneas e a inteligência artificial virarem rotina.
O Wi-Fi 7, nova geração de conexão sem fio, foi desenvolvido para absorver essa demanda, e a expectativa é que ele chegue em escala ao Brasil já em 2027. A projeção é de Samir Vani, diretor de desenvolvimento de negócios da MediaTek para a América Latina.
O que muda na prática
A diferença técnica central do Wi-Fi 7 em relação às gerações anteriores é a operação simultânea nas frequências de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz — um recurso chamado MLO (Multi-Link Operation). Até o Wi-Fi 6, um dispositivo se conectava a uma frequência por vez; com o Wi-Fi 7, os três canais operam ao mesmo tempo.
Algumas das principais mudanças incluem:
- Confiabilidade maior, com conexões mais estáveis e menos quedas;
- Alcance maior e velocidade maior;
- Redução de interferência em prédios com dezenas de redes coexistindo no mesmo ambiente;
- Capacidade de manter mais dispositivos conectados sem que a rede precise desconectar e reconectar aparelhos;
- Redução do consumo de bateria de smartphones conectados a roteadores Wi-Fi 7.
Wi-Fi 8: o que vem a seguir
Para além do Wi-Fi 7, Vani antecipa o que vem a seguir. O Wi-Fi 8 não terá como objetivo elevar o teto de velocidade, mas subir o piso, ou seja, garantir que a menor velocidade disponível na rede seja suficientemente alta para qualquer dispositivo conectado, incluindo aparelhos mais antigos.
O Wi-Fi 8 também deverá ser complementado pelo 6G e por redes não terrestres, ampliando ainda mais as fontes de sinal disponíveis.
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