A Nova Ferrari Luce: Um Design Polêmico
A Ferrari Luce, o primeiro carro elétrico da marca, tem sido alvo de críticas desde o seu lançamento. Com um design ousado e, para alguns, frustrante, o carro tem uma linha do capô baixa e lisa, o que levou os engenheiros e designers a deixar os limpadores de para-brisa permanentemente expostos e em pé, apoiados aos pilares da carroceria.
Essa escolha técnica chamou a atenção, pois os carros modernos costumam esconder os limpadores na base do vidro para garantir um bom aspecto visual e aerodinâmica. No caso da Luce, o componente funcional se transformou em uma espécie de assinatura estética escancarada e polêmica.
Um Paradoxo de Design
O problema é que a abordagem estética traz um paradoxo para um carro como a Ferrari Luce, que busca um coeficiente de arrasto ultrabaixo. As peças expostas no fluxo de ar costumam prejudicar a aerodinâmica. Além disso, o painel frontal do carro tem um design “clean”, o que “faltou” espaço para agrupar os limpadores, que precisam funcionar em sentidos opostos.
Quando são acionados, os componentes se aproximam e depois se afastam, o que reforça ainda mais a impressão de que estão sempre visíveis. A decisão de expor o mecanismo reflete a proposta purista e sem concessões do projeto conduzido por Jony Ive, conhecido por seu histórico revolucionário na Apple.
Outras Escolhas Fora do Padrão
A Luce acumula outras escolhas fora do padrão, como:
- Proporções estreitas e altas para os padrões de Maranello
- Dianteira em formato de fenda
- Cabine com tela central massiva
Com entrega mecânica brutal de quatro motores, o modelo deixa claro que foi concebido para chocar o mercado de superluxo. Resta saber como os puristas da marca vão reagir à novidade, que tem preço estimado na casa dos US$ 640 mil.
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