BORN THIS WAY FAZ 15 ANOS
Quando Lady Gaga lançou Born This Way, em 23 de maio de 2011, o pop vivia uma fase de grande transformação. As vendas digitais cresciam, as redes sociais mudavam a relação entre artistas e fãs, e Gaga já era uma das figuras mais comentadas da música mundial. Quinze anos depois, o álbum ainda soa como um dos projetos mais ambiciosos de sua trajetória.
O impacto foi imediato. Born This Way estreou em primeiro lugar na Billboard 200 com 1,108 milhão de cópias vendidas em sua primeira semana nos Estados Unidos, um número raro mesmo para grandes artistas. O sucesso também refletia o tamanho da expectativa em torno de Gaga naquele momento.
Um Álbum Grandioso
Musicalmente, Born This Way ampliou o universo da artista. A página oficial de Lady Gaga define o projeto como uma combinação de electronic rock e techno-pop, distante do euro-dance mais direto do início da carreira. O álbum também contou com nomes simbólicos: Clarence Clemons, parceiro histórico de Bruce Springsteen, levou seu saxofone para o disco, enquanto Brian May, do Queen, participou de “Yoü and I”.
O resultado é um álbum teatral, intenso e pouco econômico nos gestos. Em vez de buscar discrição, Gaga apostou no exagero como linguagem: guitarras, coros, batidas eletrônicas, imagens religiosas, couro, motocicletas e um visual quase futurista.
Um Disco sobre Identidade
A faixa-título, “Born This Way”, transformou o álbum em algo maior que um lançamento pop. A canção chegou ao topo da Billboard Hot 100 e se tornou o milésimo número 1 da história da parada. Também ficou marcada por levar uma mensagem direta de aceitação e orgulho para o centro das rádios globais.
Essa mensagem de identidade e autoaceitação é um dos principais legados do álbum. A Born This Way Foundation, criada por Lady Gaga e sua mãe, Cynthia Bissett Germanotta, passou a atuar em iniciativas ligadas à gentileza, ao bem-estar e à saúde mental de jovens.
- A polêmica com Madonna sobre a semelhança entre “Born This Way” e “Express Yourself” foi um dos pontos mais destacados do lançamento do álbum.
- A celebração de 10 anos do álbum em 2021, com releituras gravadas por artistas como Kylie Minogue e Big Freedia, reforçou o vínculo do álbum com a cultura pop e com a comunidade LGBTQIA+.
- A faixa “Bloody Mary” voltou a ganhar força após ser associada a vídeos inspirados na série Wednesday, levando o álbum novamente ao centro das conversas digitais.
Por que ainda importa? Quinze anos depois, Born This Way permanece como um retrato de uma artista em pleno domínio de sua linguagem. É um álbum grandioso, imperfeito, corajoso e cheio de personalidade — exatamente como boa parte dos clássicos pop que resistem ao tempo.
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