O Reino Unido no Eurovision: Um Histórico de Altos e Baixos
O Reino Unido recentemente vivenciou uma noite difícil no Eurovision Song Contest, terminando em último lugar na final de 2026 com apenas 1 ponto. A canção “Eins, Zwei, Drei”, defendida por Look Mum No Computer, recebeu zero ponto do público e apenas 1 ponto dos júris nacionais.
A derrota do Reino Unido não pode ser explicada por um único fator. O resultado parece ter sido consequência de uma combinação entre uma escolha artística arriscada, uma performance muito específica para o gosto do público geral e o desgaste recente do Reino Unido no festival.
Quem é Look Mum No Computer?
Look Mum No Computer é o nome artístico de Sam Battle, músico eletrônico, inventor de instrumentos e criador conhecido por misturar tecnologia, sintetizadores e humor visual. A proposta de “Eins, Zwei, Drei” era justamente apostar nesse universo excêntrico, mas o que poderia soar criativo também acabou parecendo restrito demais.
A leitura da imprensa britânica já tratava a faixa como uma aposta em “novidade”, com um refrão mais gritado do que melódico e uma estética deliberadamente exagerada. Depois da final, o The Guardian resumiu o fracasso como uma aposta que não encontrou resposta no placar.
Fracasso x Tradição
O desempenho do Reino Unido expõe uma questão estrutural. O país é um dos mais tradicionais do Eurovision, com cinco vitórias e 16 vice-campeonatos. No entanto, nos últimos anos, a história tem sido bem diferente, com resultados irregulares e poucas vitórias.
Alguns dos destaques positivos do Reino Unido no Eurovision incluem:
- 1967 — Primeira vitória com Sandie Shaw e “Puppet On A String”
- 1969 — Vitória em empate histórico com Lulu e “Boom Bang-a-Bang”
- 1976 — Clássico popular com Brotherhood of Man e “Save Your Kisses For Me”
- 1981 — Ícone pop dos anos 80 com Bucks Fizz e “Making Your Mind Up”
- 1997 — Última vitória britânica com Katrina and The Waves e “Love Shine A Light”
- 2022 — O renascimento com Sam Ryder e “SPACE MAN”
Já os piores momentos incluem:
- 2003 — O primeiro “nul points” com Jemini e “Cry Baby”
- 2008 — Último lugar com Andy Abraham e “Even If”
- 2010 — Nova queda na tabela com Josh Dubovie e “That Sounds Good To Me”
- 2019 — Outro último lugar com Michael Rice e “Bigger Than Us”
- 2021 — Zero absoluto com James Newman e “Embers”
- 2026 — Um ponto solitário com Look Mum No Computer e “Eins, Zwei, Drei”
Para o Reino Unido, o desafio agora é entender se o problema está apenas nas escolhas recentes ou em uma estratégia mais ampla. O país continua tendo uma das indústrias musicais mais fortes do mundo, mas no palco do Eurovision ainda procura a fórmula capaz de transformar prestígio histórico em votos atuais.
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