Brasileiros com Diabetes Defendem Uso de Tecnologias no Tratamento
Uma pesquisa realizada pelo Global Wellness Institute (GWI) em parceria com a Roche Diagnóstica revelou que 70% dos brasileiros com diabetes afirmam que a doença afeta significativamente o bem-estar emocional. Além disso, 78% relatam ter ansiedade ou preocupação com o futuro, e 40% se sentem sós ou isolados devido à doença.
A pesquisa, realizada em 22 países, incluindo o Brasil, mostrou que os pacientes com diabetes tipo 1 são os mais afetados, com 77% relatando impacto significativo em seu bem-estar emocional. O diabetes é uma doença crônica que pode causar complicações graves, como problemas cardíacos, renais e nervosos, se não for tratada adequadamente.
Os resultados da pesquisa também mostraram que 56% dos entrevistados no Brasil consideram que o diabetes limita a capacidade de passar o dia fora de casa, e 46% relatam ter dificuldades em situações comuns, como trânsito ou reuniões longas. Além disso, 55% dos pacientes dizem não acordar plenamente descansados devido às variações glicêmicas durante a noite.
- 44% dos consultados defendem o uso de tecnologias mais inteligentes para prever mudanças nos níveis de glicose e prevenir complicações.
- 46% dos pacientes que usam medidores tradicionais consideram que os sensores de monitoramento contínuo de glicose (CGM) deveriam ser adotados devido à capacidade de funcionarem como alertas preditivos.
- 53% dos entrevistados apontam que a principal funcionalidade desejada em sensores com inteligência artificial (IA) é a capacidade de prever níveis futuros de glicose.
Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), André Vianna, o uso de tecnologias pode ser o diferencial para pacientes com diabetes tipo 1, pois a glicemia pode oscilar muito. “O ideal para esses pacientes é ter um monitoramento contínuo da glicose por meio de sensores que já estão amplamente disponíveis em grande parte do mundo”, explicou.
No Brasil, os sensores de monitoramento contínuo de glicose são difundidos entre as pessoas de maior poder aquisitivo, mas não há disponibilização em larga escala no sistema público de saúde. O Ministério da Saúde não se pronunciou sobre o tema.
Em resumo, os brasileiros com diabetes defendem o uso de tecnologias no tratamento da doença, especialmente para prever mudanças nos níveis de glicose e prevenir complicações. O uso de sensores de monitoramento contínuo de glicose e inteligência artificial pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os custos para o sistema público de saúde.
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