Love Kills: O Filme de Vampiros Brasileiro que Conquistou o Mundo
O filme “Love Kills”, dirigido por Luiza Shelling Tubaldini, é um exemplo de como o cinema brasileiro pode conquistar o mundo. Ambientado no centro de São Paulo, o filme conta a história de uma vampira imortal que se envolve em uma rede de intrigas em um cenário de terror e mistério.
A diretora, que começou sua carreira no cinema por acidente, após largar uma carreira promissora na advocacia, trouxe uma perspectiva única para o filme. Ela descreve o centrão de São Paulo como um “personagem em si”, com uma riqueza de pluralidade de pessoas e um cenário pronto para ser explorado.
A Metáfora dos Vampiros
Os vampiros, nesse contexto, representam os seres marginalizados, o imigrante, o exilado, todos aqueles fora do sistema. A diretora explica que “representam os seres marginalizados, o imigrante, o exilado, todos aqueles fora do sistema, quer seja por sua origem, sua cor ou suas opções”. Isso é refletido na personagem de Helena, uma vampira imortal que, apesar de ser mais forte que um tigre, ainda teme o centro de São Paulo.
A escolha da cidade como cenário foi uma decisão prática e estética ao mesmo tempo. A diretora afirma que “o centrão de São Paulo é um personagem em si” e que “para além da riqueza em termos de pluralidade de pessoas, o centro é um cenário pronto”.
O Percurso Internacional do Filme
O filme teve sua estreia mundial no Festival do Rio, em outubro passado, e desde então tem percorrido o mundo, passando por festivais como o de Sitges, na Espanha, e o Marché du Film de Cannes. Além disso, garantiu distribuição nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Áustria, Coreia do Sul e Índia.
A diretora atribui o sucesso do filme à sua capacidade de transformar o dado concreto em potência cinematográfica. Ela afirma que “o público abraçou o Love Kills de uma forma muito intensa” e que “nós não estamos acostumados a ver filmes brasileiros de fantasia, mas é importante lembrar que esse é o gênero mais consumido não só no mundo, mas também no Brasil”.
Além disso, a diretora destaca a importância da autenticidade e da verdadeira manifestação humana no cinema, especialmente em um momento em que a inteligência artificial está se tornando cada vez mais presente. Ela afirma que “com a expansão forte da inteligência artificial, o raro, o escasso, o diferente será a manifestação verdadeiramente humana”.
- O filme “Love Kills” é um exemplo de como o cinema brasileiro pode conquistar o mundo.
- A diretora Luiza Shelling Tubaldini trouxe uma perspectiva única para o filme.
- Os vampiros representam os seres marginalizados, o imigrante, o exilado, todos aqueles fora do sistema.
- A escolha da cidade como cenário foi uma decisão prática e estética ao mesmo tempo.
- O filme teve sua estreia mundial no Festival do Rio e desde então tem percorrido o mundo.
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