A ArPa: Uma Feira de Arte com Foco em Profundidade e Diversidade
A ArPa, uma feira de arte que surgiu em 2022, tem como objetivo oferecer uma experiência mais profunda e menos ansiosa para os visitantes, diferente das feiras de arte tradicionais. Segundo a fundadora, Camilla Barella, a ideia era criar uma feira que permitisse uma leitura mais abrangente da produção latino-americana contemporânea.
A quinta edição da ArPa, que acontecerá na próxima quarta-feira, propõe um tipo de cartografia, com cinco setores que se propõem a tarefa de oferecer uma visão abrangente da produção latino-americana contemporânea. O Setor Principal concentra o maior número de expositores e funciona como espinha dorsal, com estandes que seguem a regra da feira: todos com até quatro artistas, sendo a maioria com somente três, em formato de “miniexposição”.
Entre as galerias brasileiras participantes estão Almeida & Dale, Athena, Casa Triângulo, Danielian, Fortes D’Aloia & Gabriel, Luciana Brito Galeria/Estação, Luisa Strina, Mendes Wood DM, Mitre, Nara Roesler, Pinakotheke e Raquel Arnaud. Alguns estandes operam como ensaios curatoriais autônomos, como a Fortes D’Aloia & Gabriel, que apresenta um solo de Rodrigo Matheus, e a Nara Roesler, que dedica a André Griffo a primeira individual do artista na feira.
O Setor UNI é o núcleo curatorialmente mais articulado da feira, com 14 mostras individuais com curadoria da colombiana Ana Sokoloff. O Setor Base mantém um dispositivo singular no contexto das feiras latino-americanas, com cada artista convidado indicando um segundo, com quem possui relação pedagógica, para apresentar um projeto conjunto e participar de conversas mediadas ao vivo.
A ArPa também oferece premiações, como a Doação Pinacoteca, em parceria com o ICCo, que incorpora ao acervo público da Pinacoteca de São Paulo uma obra escolhida pelos curadores entre artistas ainda não representados na coleção. O Prêmio Melhor Estande reconhece excelência curatorial e expográfica, e o Selo Mandacaru seleciona uma obra de artista pertencente a grupos minorizados, com prioridade para mulheres latino-americanas, para o acervo do Instituto Mandacaru.
A feira também oferece um programa de visitas a ateliês, acesso a coleções privadas e exposições institucionais ao longo do ano, sob coordenação de Ana Sokoloff. Com isso, a ArPa parece alimentar algo do esforço por organizar internamente a leitura do circuito latino-americano através de uma feira, tentando ajudar a desenhar um mapa.
- Setor Principal: concentra o maior número de expositores e funciona como espinha dorsal
- Setor UNI: núcleo curatorialmente mais articulado da feira, com 14 mostras individuais
- Setor Base: dispositivo singular no contexto das feiras latino-americanas, com cada artista convidado indicando um segundo
- Premiações: Doação Pinacoteca, Prêmio Melhor Estande e Selo Mandacaru
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