Desafio dos Bancos de Leite é Conscientizar Lactantes a Doar Excedente
A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano da Fundação Oswaldo Cruz (rBLH-BR/Fiocruz) realizou o I Congresso da Rede Global de Bancos de Leite Humano, no Rio de Janeiro, com o tema “15 Anos Promovendo Equidade e Resiliência”. O evento celebrou os 15 anos do Dia Mundial de Doação de Leite Humano e refletiu sobre os avanços, desafios e perspectivas da mobilização mundial para a promoção da doação de leite humano.
A coordenadora da rBLH, Danielle Aparecida da Silva, destacou que o grande desafio é sensibilizar as mulheres lactantes a doar o excesso de leite e não jogar fora. Ela ressaltou que o banco de leite humano é um serviço de saúde para toda a sociedade, que apoia as mulheres a amamentarem e coleta a produção excedente. O leite humano doado passa por um processamento e controle de qualidade e é direcionado a recém-nascidos prematuros e de baixo peso ao nascer.
- O Brasil reúne mais de 230 bancos de leite humano.
- O Distrito Federal já alcançou a autossuficiência na doação de leite humano.
- O Rio Grande do Sul e Santa Catarina também estão conseguindo alcançar essa sustentabilidade.
Danielle destacou que um dos avanços alcançados nos últimos 15 anos foi a reinvenção da rede durante a epidemia de covid-19, com o distanciamento geográfico das pessoas. A rede lançou um edital para escolha do slogan, aberto a toda a sociedade, e recebeu propostas dos cinco continentes.
O congresso reuniu especialistas, gestores públicos, organismos internacionais, pesquisadores e representantes da sociedade civil de diversos países, consolidando-se como espaço de articulação, cooperação internacional e produção de conhecimento.
A Fiocruz abriga o único Centro Colaborador da Opas/OMS para Bancos de Leite Humano (BRA-87), coordenando ações voltadas à qualificação de serviços e ao fortalecimento de redes em diferentes países.
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