Excesso de telas afeta memória, sono e bem-estar emocional após os 50
O avanço da digitalização transformou a rotina da população acima dos 50 anos, ampliando o acesso à informação, aos serviços e às conexões com amigos e familiares. No entanto, especialistas alertam que o uso excessivo de telas pode trazer impactos importantes para a saúde emocional, cognitiva e física.
De acordo com o gerente e gerontólogo do Instituto de Longevidade MAG, Antônio Leitão, o excesso de tempo diante de celulares, computadores e redes pode intensificar a solidão, afetar a memória e comprometer o equilíbrio emocional de pessoas mais velhas. Além disso, o uso excessivo de telas pode substituir atividades fundamentais para a qualidade de vida no envelhecimento, como convivência social, movimentação física e estímulos cognitivos variados.
Principais impactos do isolamento no envelhecimento
O isolamento prolongado pode afetar diferentes áreas da saúde e comprometer a qualidade de vida de pessoas mais velhas. Além dos efeitos emocionais, pesquisadores e profissionais da área apontam consequências físicas e cognitivas que podem se intensificar ao longo do tempo.
- Ansiedade e depressão costumam aparecer associadas a quadros de isolamento patológico.
- A solidão crônica pode provocar redução da atividade física, piora na alimentação, alterações no sono e prejuízos na hidratação.
- O isolamento pode contribuir para dificuldades de atenção e redução de estímulos mentais importantes para o envelhecimento saudável.
Relação entre telas, ansiedade e sono ruim
O uso prolongado de dispositivos digitais também pode impactar diretamente a saúde mental e a qualidade do sono. O excesso de estímulos, notificações e tempo de exposição às telas pode alterar rotinas importantes para o descanso e aumentar sintomas de ansiedade.
Como a tecnologia pode ser usada de forma saudável no envelhecimento
A tecnologia também pode ter papel positivo no envelhecimento quando utilizada de forma equilibrada e consciente. Ferramentas digitais ajudam a manter contato com familiares, facilitam tarefas do cotidiano e podem até estimular capacidades cognitivas.
Para preservar o bem-estar emocional na longevidade, especialistas recomendam manter atividades que estimulem o convívio social, a movimentação física e a participação em experiências fora das telas. Além disso, é importante estabelecer limites de horário para o uso de dispositivos eletrônicos e evitar telas antes de dormir.
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