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‘Dá pra traçar um mapa do RS com as músicas da Fresno’, diz Lucas Silveira antes de show gratuito em Porto Alegre

A Fresno e o Rio Grande do Sul: Uma Conexão Profunda

A banda Fresno tem uma relação especial com o Rio Grande do Sul, especialmente com a cidade de Porto Alegre, onde nasceu. Com mais de 20 anos de carreira, a banda volta à cidade para um show gratuito no Parque da Redenção, local que dá nome a um dos discos do grupo.

Segundo o vocalista Lucas Silveira, a relação com Porto Alegre não é somente nostálgica, mas constitutiva. “Muito do que a gente faz diz respeito a Porto Alegre. O nome da cidade aparece em músicas nossas. O nome do Parque da Redenção, onde a gente vai tocar, é o nome de um álbum inteiro”, disse o músico.

A geografia da banda se estende para além da capital, com lugares como Mostardas e o Pinhal, municípios do Litoral gaúcho, aparecendo em músicas. “É possível traçar quase um mapa do Rio Grande do Sul” com os lugares citados nas músicas, afirma Silveira.

A Origem da Banda

A origem da banda tem endereço preciso: um quartinho nos fundos de uma casa na esquina das ruas Arabutã e França, na fronteira entre os bairros Navegantes e São Geraldo, no 4º Distrito. A casa foi demolida, mas Silveira ainda procura aquelas ruas quando está em Porto Alegre.

A cena que criou a banda não era a dos grandes shows no Gigantinho ou no Opinião, era a do Garagem Hermética e do Bar do João, na Avenida Osvaldo Aranha. “O primeiro show da banda foi no Garagem Hermético. A gente conserva muitas coisas dessa época: desse jeito de pensar a música, a criação, a gestão de uma carreira”, afirmou Silveira.

O Novo Disco e a Inteligência Artificial

Com o novo disco, a banda trouxe para o centro do debate uma questão que vai além da Fresno: o que se perde quando a criação musical é delegada a algoritmos. “Eu poderia, no meu quarto agora, botar cinco prompts e sairia uma música que parece uma música da Fresno, para quem ouve de forma desatenta. Mas aquela voz não seria a minha, a bateria não seria do Guerra”, disse Silveira.

Para o vocalista, o que sustenta a conexão entre a banda e os fãs é justamente o acúmulo de experiências reais por trás de cada música. “A mente que escreveu aquelas músicas não viveu as coisas que eu vivi, não viu o que eu vi, não aprendeu o que eu aprendi e não cometeu os erros que eu cometi. É uma coisa vazia”, afirmou.

  • A banda Fresno tem uma relação especial com o Rio Grande do Sul.
  • A geografia da banda se estende para além da capital, com lugares como Mostardas e o Pinhal.
  • A origem da banda tem endereço preciso: um quartinho nos fundos de uma casa na esquina das ruas Arabutã e França.

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