Música Eletrônica: Um Mercado em Expansão
A música eletrônica movimentou US$ 15,1 bilhões em 2025, de acordo com o IMS Electronic Music Business Report 2025/26. Esse crescimento de 7% em relação ao ano anterior é um indicador claro de que o gênero está mais integrado ao negócio global da música.
Os principais segmentos que contribuíram para esse crescimento foram publishing, merchandising e plataformas digitais. Isso mostra que a música eletrônica não é mais vista apenas como uma cena de clubes e festivais, mas sim como uma indústria que movimenta uma cadeia ampla de negócios.
Quem Mede o Mercado?
A medição do mercado é feita pela MIDiA Research, empresa especializada em dados e análise de negócios ligados à música, tecnologia e entretenimento. O relatório é publicado em parceria com o International Music Summit, evento que reúne executivos, artistas, selos, promotores, plataformas e representantes da cena eletrônica global.
A avaliação considera diferentes fontes de receita, incluindo música gravada, publishing musical, festivais, clubes, marcas, patrocínios e ferramentas de criação. Isso permite uma visão mais completa do tamanho econômico da indústria global da música eletrônica.
O que o Número Revela sobre a Indústria?
O dado de US$ 15,1 bilhões mostra que a música eletrônica está mais integrada ao negócio global da música. O gênero não depende apenas da pista de dança, mas também se apoia em streaming, direitos autorais, eventos premium, comunidades digitais, tecnologia e investimentos em catálogo.
Além disso, o relatório aponta crescimento de audiência e engajamento, com avanço de ouvintes mensais de música eletrônica no Spotify e aumento de criações ligadas ao gênero no TikTok.
Exemplos de Sucesso
Dois exemplos de artistas que construíram relevância e permanência dentro do circuito global são David Guetta e a dupla australiana NERVO. Guetta iniciou sua trajetória nos anos 1980 e alcançou reconhecimento internacional a partir de 2002, tornando-se um dos nomes mais influentes da música eletrônica contemporânea.
Já a dupla NERVO começou a ganhar projeção global em 2009 e consolidou sua ascensão entre 2011 e 2012. As irmãs Miriam e Olivia Nervo passaram a figurar entre os principais nomes femininos do EDM mundial.
Conclusão
A música eletrônica saiu do espaço de tendência passageira e passou a ocupar um lugar estável na economia global da música. Em um cenário em que streaming, inteligência artificial, experiências ao vivo e catálogos redefinem o futuro do setor, a eletrônica aparece como um dos gêneros mais preparados para dialogar com essa nova fase.
- Crescimento de 7% em relação ao ano anterior
- US$ 15,1 bilhões movimentados em 2025
- Segmentos de publishing, merchandising e plataformas digitais em expansão
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