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Bebê romano foi enterrado com substância mais valiosa que ouro há 1700 anos

Descoberta Arqueológica em York, Inglaterra

Uma equipe de arqueólogos da Universidade de York fez uma descoberta significativa em York, na Inglaterra, onde os romanos ocuparam a região há cerca de 1700 anos. Dois bebês foram enterrados com um tratamento funerário reservado às elites do Império Romano, incluindo o uso de um tecido tingido com púrpura tíria, um corante luxuoso que valia até três vezes mais que o ouro na época.

Os tecidos foram encontrados em dois sepultamentos datados entre o final do século 3 e o início do século 4 d.C. e são a primeira vez que vestígios do corante púrpura foram identificados em restos têxteis romanos em York. A descoberta é importante porque revela a importância das crianças na sociedade romana e a disposição das famílias em proporcionar aos seus filhos a melhor despedida possível, mesmo em circunstâncias trágicas.

Origem da Substância

A púrpura tíria era produzida a partir da extração de secreções de milhares de moluscos marinhos do gênero Murex. O processo era extremamente trabalhoso e tornava o pigmento um símbolo máximo de status social no mundo romano. A produção da púrpura tíria era concentrada na cidade fenícia de Tiro, localizada no atual Líbano.

Os vestígios do tecido foram encontrados em dois contextos funerários distintos: um bebê enterrado junto a dois adultos em um caixão de pedra e outro sepultado em um caixão de chumbo. A análise química dos resíduos preservados no gesso permitiu que os cientistas identificassem a presença do corante púrpura.

Conclusões e Implicações

A descoberta contradiz a interpretação histórica de que os romanos não lamentavam profundamente a morte de bebês. Embora leis e costumes da época desencorajassem manifestações públicas de luto infantil, os sepultamentos sofisticados sugerem o contrário. A pesquisa também destaca o trabalho conjunto entre a Universidade de York e o York Museums Trust e a importância da tecnologia na revelação de detalhes invisíveis.

Os pesquisadores estão utilizando técnicas de análise como tomografias computadorizadas, raios X, espectrometria de massa e reconstrução digital em 3D para estudar os sepultamentos. O objetivo maior do projeto é compreender por que os sepultamentos em gesso eram utilizados, quem recebia esse tipo de ritual funerário e como essas práticas moldavam a experiência da morte e do luto no Yorkshire romano.

  • Descoberta de tecidos tingidos com púrpura tíria em sepultamentos romanos em York.
  • A púrpura tíria era um corante luxuoso que valia até três vezes mais que o ouro na época.
  • A descoberta contradiz a interpretação histórica de que os romanos não lamentavam profundamente a morte de bebês.

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