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Físicos medem “tempo negativo” em laboratório

Físicos medem “tempo negativo” em laboratório

Em um experimento recente, físicos mediram o “tempo negativo” em um laboratório, um conceito que parece desafiar a nossa compreensão do tempo. O experimento utilizou fótons, partículas quânticas de luz, e uma nuvem de átomos de rubídio para demonstrar esse efeito.

Os fótons foram disparados contra a nuvem de átomos, e o tempo médio de chegada ao lado oposto da nuvem foi calculado. No entanto, os fótons chegaram muito antes do tempo esperado, sugerindo que haviam passado um tempo negativo dentro da nuvem. Esse efeito é conhecido há décadas, mas os físicos decidiram não levar esse tempo negativo a sério, considerando-o um artefato.

No entanto, um dos autores do artigo de 1993, Aephraim Steinberg, não aceitou essa explicação e decidiu investigar mais a fundo. Ele pediu ajuda a um teórico quântico para determinar o que esperar em um experimento que “questionasse” os átomos de rubídio na nuvem para saber quanto tempo o fóton havia permanecido entre eles como uma excitação.

O experimento foi realizado com uma medição fraca, mas calibrada com grande precisão, para verificar se os átomos estavam excitados. O resultado foi surpreendente: o tempo de permanência medido de forma fraca foi exatamente igual ao tempo negativo sugerido pelo tempo médio de chegada dos fótons.

Isso significa que o tempo negativo não é um artefato, mas sim um efeito real que pode ser medido. No entanto, não é um sinal de que uma máquina do tempo está prestes a surgir. Em vez disso, é um lembrete de que ainda há muito a ser descoberto na física quântica.

  • O experimento utilizou fótons e uma nuvem de átomos de rubídio para demonstrar o efeito do tempo negativo.
  • O tempo médio de chegada dos fótons foi calculado e comparado com o tempo de permanência medido de forma fraca.
  • O resultado foi que o tempo de permanência medido de forma fraca foi exatamente igual ao tempo negativo sugerido pelo tempo médio de chegada dos fótons.

Em resumo, o experimento demonstrou que o tempo negativo é um efeito real que pode ser medido, e que ainda há muito a ser descoberto na física quântica. Embora não seja um sinal de que uma máquina do tempo está prestes a surgir, é um lembrete de que a física quântica ainda tem muitos segredos para serem desvendados.

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