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Brinquedo, Pedrinho e Pikachu: saiba onde estão MCs mirins e o que mudou no mercado infantil do funk

Os MCs Mirins do Funk: Onde Estão e O que Mudou no Mercado Infantil

O mercado do funk em São Paulo passou por uma grande mudança nos últimos anos, especialmente quando se trata de artistas mirins. Nomes como MC Brinquedo, MC Pedrinho e MC Pikachu, que surgiram na cena funk na primeira metade dos anos 2010, não são mais os mesmos. Enquanto alguns conseguiram se manter em alta, outros enfrentam problemas para continuar suas carreiras.

MC Brinquedo, um dos grandes nomes do funk de São Paulo, anunciou sua aposentadoria do gênero recentemente. Ele foi uma das revelações do funk paulistano na primeira metade dos anos 2010, conhecido por suas letras engraçadas e também pornográficas. No entanto, após completar 18 anos, ele enfrentou uma depressão e deixou as redes sociais. Em 2020, lançou o álbum “Único”, que marcou uma mudança em seu estilo, tornando-se mais sério e mostrando grande potencial nas letras.

MC Pikachu, por outro lado, é o mais velho do trio e tem 26 anos. Ele descobriu um tumor benigno no cérebro em 2018 e passou por uma cirurgia delicada e bem-sucedida. No entanto, ele enfrenta dificuldades para retomar sua carreira regularmente e fazer shows. Em fevereiro deste ano, ele publicou um vídeo nas redes sociais anunciando que seu novo empresário seria MC Pedrinho.

MC Pedrinho é outro sucesso da safra de 2014 e foi quem mais conseguiu se manter em alta. Ele conseguiu ir além do funk com letras sexuais e lançou sucessos como “Nosso Amor”, “Solta o Grave” e “Dançarina”. Atualmente, ele agencia a própria carreira e a de outros artistas por meio da produtora criada por ele, a Só Crazy.

O que Mudou no Mercado do Funk

Um dos principais motivos para a mudança no mercado do funk é a proibição de shows de MC Pedrinho em 2015, devido ao conteúdo das canções que interpreta, considerado incompatível com a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. Isso fez com que as produtoras evitassem ter crianças na lista de artistas, pois o maior ativo da empresa perdeu a chance de dar o retorno com shows, que é a maior fonte de renda da empresa.

Além disso, a visão mais profissional da música também contribuiu para a redução do espaço das crianças no mercado do funk. A indústria mudou e agora exige uma qualidade e seriedade maior, o que impede que crianças possam ocupar o mesmo palco (e ambiente) dos adultos.

  • MC Brinquedo: aposentado do funk e focado em sua vida pessoal.
  • MC Pikachu: enfrenta dificuldades para retomar sua carreira regularmente e fazer shows.
  • MC Pedrinho: agencia a própria carreira e a de outros artistas por meio da produtora Só Crazy.

Em resumo, o mercado do funk em São Paulo passou por uma grande mudança nos últimos anos, especialmente quando se trata de artistas mirins. Enquanto alguns conseguiram se manter em alta, outros enfrentam problemas para continuar suas carreiras. A proibição de shows de MC Pedrinho em 2015 e a visão mais profissional da música contribuíram para a redução do espaço das crianças no mercado do funk.

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