Conheça o Trapseiro: A Nova Cena que Mira Peso Pluma e Adota Postura de Rapper
O trapseiro é um movimento musical que busca renovar o forró, misturando elementos do hip hop e do trap com a tradição nordestina. Nascido em 2020, o gênero já conta com artistas como Felipe Amorim, Henry Freitas e Kadu Martins, que levam essa nova sonoridade para as paradas e paredões.
Na outra ponta, uma ala encabeçada por Dupê e Mago de Tarso aposta em uma identidade visual “mais suja” para reinterpretar ritmos tradicionais. O fenômeno atraiu até as crias do piseiro raiz, como João Gomes, que lançou o projeto “Trapzeiro (Meu Piseiro Brasileiro)” em março.
Os principais nomes dessa cena defendem que a força de um artista está em sua capacidade de ser “profundamente regional”. Inspirados pelo fenômeno global de artistas como Bad Bunny e Peso Pluma, Dupê e Mago de Tarso buscam criar uma identidade visual “forte e disruptiva” para o gênero.
Um Panorama da Cena
O trapseiro consolidou-se como uma estética fluida e capaz de costurar dois universos aparentemente distintos: a ostentação urbana do hip hop e o imaginário rural que o restante do país construiu sobre o Nordeste. Nesse “bolo”, cabe quase tudo: autotune e sintetizadores dividem espaço com pífanos, rabecas e zabumbas.
Dupê, um dos expoentes do trapseiro, define-se como um expoente do gênero, mas prefere evitar rótulos. “O que eu quero mesmo é cantar forró, só que numa roupagem de rapper, tá ligado?”, explica. Ele busca quebrar o estereótipo de um Nordeste seco e pobre, mostrando que a região também pode ser inovadora e ostentatória.
- O trapseiro é um movimento musical que busca renovar o forró.
- A cena conta com artistas como Felipe Amorim, Henry Freitas e Kadu Martins.
- Dupê e Mago de Tarso lideram uma ala que aposta em uma identidade visual “mais suja” para reinterpretar ritmos tradicionais.
Com planos de fundar um selo dedicado ao gênero, Dupê aposta no fortalecimento do coletivo para alcançar sua meta máxima: emplacar um trapseiro autoral no topo das paradas. “Uma cena não se constrói sozinho. Estamos abrindo novos caminhos”, conclui.
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