Videogame faz mal para criança? O que a ciência diz de verdade
Por muito tempo, os videogames foram tratados como sinônimo de vício, violência e prejuízos no desempenho escolar. No entanto, a ciência revelou que a questão não é tão simples assim. Instituições como a Academia Americana de Pediatria (AAP) têm buscado análises mais profundas sobre a atividade, mostrando que o tempo de tela não é algo unicamente bom ou ruim.
Estudos já descobriram que jogar videogames pode trazer ganhos de atenção, memória funcional, controle de impulsos, velocidade de processamento neural e habilidades visuais e espaciais. Um estudo longitudinal publicado na revista científica Scientific Reports em 2022 apontou um ganho pequeno de inteligência nas crianças que jogavam mais videogame do que a média dos infantes estudados.
O lado negativo: excesso, sono, foco e bem-estar
No entanto, a ciência também estudou os potenciais malefícios da atividade, que surgem quando o uso é excessivo, desregulado ou perturba necessidades básicas dos jogadores. Análises envolvendo mídia digital e saúde infantil encontraram ligações entre o uso de telas e o risco à saúde e o desenvolvimento das crianças, especialmente com redes sociais.
Uma revisão bibliográfica sobre o tema em 2025 mostrou que os jogos realmente podem melhorar a atenção e controle executivo, mas que o exagero no tempo jogando pode prejudicar o sono e o foco e diminuir o rendimento escolar dos infantes.
O que pais e responsáveis devem observar
Ao invés de se ater somente ao tempo de tela dos filhos, os pais devem observar sinais relevantes no comportamento, como:
- Queda abrupta das horas de sono
- Irritação quando não está jogando
- Abandono de outras atividades
- Isolamento
- Prejuízo escolar
- Redução de atividades físicas
- Uso dos jogos para escapar de sofrimento emocional e conflitos constantes em casa
É essencial acompanhar ativamente a rotina dos filhos, jogando junto e notando o que eles gostam de jogar, para entender e encaminhá-los para uma boa rotina.
Em resumo, o videogame, por si só, não faz somente bem ou somente mal, mas pode trazer ganhos cognitivos e sociais tanto quanto pode causar vício e desequilíbrios quando abusado. Para além do tempo de tela, é necessário observar o sono, a escola, a saúde mental e a vida offline dos jogadores.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link