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Do lixo ao lucro: Intel cresce em 2026 vendendo silício que seria descartado

Do Lixo ao Lucro: Intel Cresce em 2026 Vendendo Silício que Seria Descartado

A crise na indústria de hardware tem sido um desafio para os consumidores, com preços em constante aumento. No entanto, para as empresas, essa situação tem se tornado uma oportunidade lucrativa. A Intel, por exemplo, está transformando dies que seriam jogados fora em processadores devido à demanda da inteligência artificial.

Para entender esse caso, é importante saber o que é o índice de aproveitamento dos wafers de silício. Historicamente, se um chip apresentasse defeitos em núcleos críticos ou não atingisse as frequências mínimas de operação, ele era descartado como sucata. No entanto, com a explosão da inteligência artificial, os clientes estão mais dispostos a aceitar chips com expectativas menores de rendimento ou especificações reduzidas, desde que eles entreguem algum nível de processamento funcional.

Algumas das principais razões para essa mudança incluem:

  • A demanda por hardware para inteligência artificial está superando a oferta, criando um gargalo sem precedentes.
  • Os clientes, como data centers e montadoras de sistemas, estão mais dispostos a aceitar chips com especificações reduzidas para atender às suas necessidades imediatas.
  • A Intel consegue melhorar seus índices de aproveitamento de produção ao vender o que antes era considerado inútil, gerando receita em cima de um custo que já havia sido gasto.

No mais recente relatório fiscal da Intel, referente ao primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou uma receita de US$ 13,6 bilhões, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa informação não-oficial sugere que as vendas de “chips sucatas” podem ter ajudado de alguma forma.

O fenômeno não é exclusivo da Intel, mas a escala em que a empresa está operando essa conversão de sucata em produto chama a atenção. Para quem precisa treinar modelos de IA ou manter servidores rodando, um chip “ok” entregue hoje é muito melhor que um perfeito que só chega daqui a alguns meses.

Enquanto isso, o Google, big tech que usa CPUs da Intel, apresentou recentemente seus novos chips para IA. Isso mostra que a demanda por hardware para inteligência artificial continua a crescer e que as empresas estão encontrando maneiras criativas de atender a essa demanda.

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