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Ineficiência Hospitalar no Brasil gera R$ 2 Bilhões em Receitas não Realizadas, aponta Estudo da 2iM

Ineficiência Hospitalar no Brasil: Um Gargalo Bilionário

Um estudo recente publicado no Jornal Brasileiro de Economia da Saúde revelou que a ineficiência operacional em hospitais de grande porte no Brasil resultou em R$ 2 bilhões em receitas não realizadas entre 2020 e 2024. A análise, conduzida pela área de Inteligência Médica da 2iM, utilizou uma metodologia estatística inovadora para o setor, a Teoria de Resposta ao Item (TRI), para criar o Índice de Eficiência e Sustentabilidade (IES).

O estudo processou dados de quase 104 mil internações em sete instituições de referência no Brasil e separou a qualidade clínica da eficiência administrativa. Os dados demonstram que, embora a assistência médica seja de alto nível, a execução operacional apresenta falhas críticas, como o tempo de permanência excessivo e a logística de alta inadequada.

Os Principais Desafios

  • Giro de Leitos: O tempo médio de permanência registrado foi de 4,11 dias, enquanto o benchmark ideal seria de 2,90 dias, representando uma oportunidade de R$ 1,6 bilhão em otimização de ativos.
  • Logística de Alta: Cerca de 30,69% das altas ocorreram fora do horário considerado adequado, gerando um impacto negativo de R$ 474 milhões devido à ociosidade de leitos e descompasso na hotelaria hospitalar.

Segundo o Dr. Luiz Fernando de Oliveira Ribas, Diretor de Inteligência Médica da 2iM, “os hospitais, de forma geral, mantêm níveis adequados de qualidade assistencial, mas ainda operam com perdas importantes na dimensão operacional. Isso indica que o desafio atual não é apenas tratar melhor, mas organizar melhor o cuidado”.

Metodologia TRI: Uma Nova Régua para a Gestão em Saúde

A grande inovação do estudo reside na aplicação da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que permite calibrar os indicadores conforme sua relevância estatística e complexidade do caso. O Índice de Eficiência e Sustentabilidade (IES) consolida dimensões como tempo de permanência, aderência ao horário de alta, taxas de reinternação e mortalidade, e eficiência de faturamento.

O estudo serve como um roteiro para a recuperação de margens em um cenário de custos crescentes, permitindo que gestores identifiquem onde a ineficiência é sistêmica e onde é pontual. Com a utilização de sistemas de DRG combinado à TRI, é possível direcionar o investimento com precisão, seja na logística hospitalar ou na gestão do tempo de permanência.

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