Tribunal Rejeita Alegações de Difamação em Ação Envolvendo Smokey Robinson
O Tribunal rejeitou as alegações de difamação apresentadas por Smokey Robinson e sua esposa, Frances, contra ex-funcionárias que o acusam de agressão sexual. A decisão foi tomada pelo juiz Kevin C. Brazile, que concluiu que não existem evidências suficientes para responsabilizar os réus e seus advogados por chamarem Robinson de “estuprador em série e doente” durante uma coletiva de imprensa realizada no ano passado.
O magistrado destacou que, embora haja provas que apoiam os Robinsons, incluindo inconsistências e circunstâncias incomuns, as provas de dolo específico não atingem o padrão de evidência clara e convincente. Além disso, o juiz Brazile enfatizou que os Robinsons não conseguiram demonstrar que os acusadores agiram com “dolo específico” na coletiva, exigência prevista pela legislação anti-SLAPP da Califórnia.
Reações às Decisões
O advogado das acusadoras, John W. Harris, afirmou que a decisão “representa uma vitória poderosa e inequívoca para nossas clientes e para sobreviventes em todo o mundo que se recusam a ser silenciadas”. Ele também destacou que a lei anti-SLAPP da Califórnia existe para impedir exatamente esse tipo de abuso do sistema jurídico, em que riqueza e poder são usados como armas contra aqueles que buscam responsabilização.
Já o advogado de Robinson, Christopher Frost, contestou a decisão e afirmou que o tribunal “está incorreto nas alegações que rejeitou”, dizendo ainda que “há muitas evidências de dolo por parte dos advogados”. Ele também destacou que o foco continua sendo demonstrar que as alegações das mulheres não identificadas são falsas e fabricadas.
Processos Paralelos
Robinson mantém processos paralelos contra as ex-funcionárias, alegando destruição de provas e subtração de bens pessoais. Além disso, as quatro mulheres entraram com processo contra o cantor em 6 de maio de 2025, pedindo indenização de US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) e alegando que ele “repetidamente forçou seus dedos e pênis em suas vaginas, causando dor intensa e excruciante” sem consentimento.
- As acusações incluem agressão sexual, destruição de provas e subtração de bens pessoais.
- O julgamento está previsto para outubro de 2027.
- A defesa nega todas as alegações e classifica o caso como uma “campanha organizada e gananciosa”.
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