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Zezé Motta relembra racismo: “Disseram que gente negra não vendia”

Zezé Motta: Uma Vida de Luta e Resistência

Zezé Motta é uma artista brasileira que acumula mais de seis décadas de carreira, atravessando cinema, televisão, música e teatro. Com 81 anos, ela continua a surpreender com sua presença marcante e provocativa. Recentemente, Zezé estrelou a série “(In)vulneráveis” no Globoplay e estreou nos cinemas com “Mãe Bonifácia”, interpretando uma mulher negra alforriada do século XIX.

Além disso, Zezé se tornou o rosto da Rara, uma produtora audiovisual criada por mulheres, que visa criar uma comunicação com profundidade e intenção. Essa escolha é significativa, pois Zezé é uma mulher negra, madura, com uma história que atravessa décadas de exclusão e conquista.

Em entrevista à Vogue, Zezé relembrou o racismo que enfrentou em sua carreira, quando foi rejeitada por uma marca publicitária nos anos 70 por ser negra. “Disseram que gente negra não vendia”, lembrou Zezé. Hoje, ela celebra a abertura do mercado publicitário para mulheres negras e mais velhas, mas entende que ainda há muito a ser feito.

Zezé também falou sobre sua relação com o corpo e a vitalidade. Ela disse que, com o tempo, aprendeu a se reconciliar com seu corpo e a entender sua história e sua identidade. “A vitalidade que as pessoas enxergam não vem de uma fórmula mágica. Vem de presença. Vem de estar inteira onde eu estou”, disse Zezé.

Além disso, Zezé refletiu sobre a evolução do feminismo no Brasil e como as mulheres estão mais livres hoje. Ela disse que a liberdade não é uma linha reta, mas sim um processo que envolve consciência e autoconhecimento. “A liberdade, pra mim, hoje, está muito ligada à consciência. Quanto mais a gente entende quem é, de onde veio e o que merece, mais livre a gente se torna”, disse Zezé.

Zezé também desafiou o padrão cultural que rejeita o envelhecimento feminino. Ela disse que sua presença hoje desafia esse padrão, não porque ela tenha planejado isso, mas porque ela continua viva, ativa e criativa. “Envelhecer, pra mim, não é desaparecer. É ganhar densidade, ficar mais inteira”, disse Zezé.

Por fim, Zezé deixou uma mensagem para as mulheres sobre envelhecimento e maturidade. Ela disse que envelhecer não é perda, mas sim construção. “A maturidade tem uma beleza que não está na aparência, está na presença, na forma como a gente se coloca no mundo”, disse Zezé.

  • Zezé Motta é uma artista brasileira com mais de seis décadas de carreira.
  • Ela enfrentou racismo e exclusão em sua carreira, mas continua a lutar e resistir.
  • Zezé é um exemplo de como a maturidade e a experiência podem ser fontes de sabedoria e beleza.

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