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Vacina da gripe reduz em até 20% o risco de morte após AVC, aponta estudo brasileiro

Estudo Brasileiro Aponta que Vacina da Gripe Reduz Risco de Morte após AVC

Um estudo conduzido pelo Einstein Hospital Israelita no Brasil revelou que a vacinação contra a influenza pode reduzir em até 20% o risco de morte e hospitalizações por complicações cardiovasculares ou cardiorrespiratórias em pessoas que já tiveram um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A pesquisa analisou 1.801 pacientes internados por síndrome coronariana aguda em 30 centros de pesquisa distribuídos pelas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Os participantes foram divididos entre aqueles que receberam duas aplicações da vacina ainda no hospital e os que foram imunizados cerca de 30 dias após a alta, sendo acompanhados por 12 meses. Embora não houvesse diferença significativa entre as estratégias na população geral, os resultados chamaram a atenção no recorte dos pacientes com histórico de AVC.

Benefícios da Vacinação

A vacinação contra a influenza em dose dobrada apresentou 20% menos eventos cardiovasculares, sugerindo um potencial benefício para a população de alto risco cardiovascular. Isso é especialmente relevante, considerando que um paciente hospitalizado por infarto do miocárdio, mas com histórico de AVC, tem 40% de chances de ter outro evento cardiovascular ou respiratório.

O racional clínico por trás do resultado está na própria resposta do organismo à gripe, que desencadeia um processo inflamatório que estimula a formação de coágulos, aumentando o risco de eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas com doenças pré-existentes.

Implicações para a Saúde Pública

  • A vacinação contra a influenza pode ser uma ferramenta de prevenção não apenas infecciosa, mas também cardiovascular, especialmente em pacientes mais vulneráveis.
  • A incorporação dessa prática ao cuidado hospitalar padrão pode avançar não apenas na assistência individual, mas também em uma agenda estratégica de saúde pública.
  • Isso pode aumentar a cobertura vacinal em populações vulneráveis e reduzir novas internações, complicações e custos associados à doença cardiovascular.

O estudo, denominado VIP-ACS, foi publicado no International Journal of Stroke e integra um modelo de pesquisas de grande escala voltadas a doenças de alta prevalência. Com cerca de 90% dos participantes sendo usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), os resultados ganham relevância adicional pela sua aplicabilidade no sistema público.

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