Descoberta de Colar com Dente de Foca Reescreve História do Paleolítico Superior
Um pingente feito a partir do dente de uma foca cinzenta, datado de mais de 15 mil anos, está redefinindo a compreensão dos arqueólogos sobre comércio e simbolismo durante o período Paleolítico Superior. A equipe de pesquisadores de museus e instituições de pesquisa da Europa acredita que as pessoas daquela comunidade faziam trocas desses colares, o que sugere mobilidade e redes de troca complexas.
O objeto foi originalmente descoberto entre 1865 e 1880 na Caverna de Kent, no Reino Unido, durante as escavações conduzidas pelo pioneiro da arqueologia William Pengelly. Apesar da importância do sítio, o artefato passou décadas sem identificação precisa até agora. Novas análises revelaram que o dente não pertencia a animais terrestres, mas sim a uma foca, um detalhe que muda completamente o contexto da descoberta.
Mobilidade e Redes de Troca
A presença de um dente de foca em uma caverna localizada a mais de 100 quilômetros do litoral sugere que esses grupos humanos percorriam grandes distâncias ou mantinham redes de troca complexas. Isso indica que os humanos do Paleolítico Superior criavam objetos não apenas para fins práticos, mas também estéticos.
- Os humanos do Paleolítico Superior parecem ter criado objetos para fins estéticos.
- A presença de materiais de origem marinha em regiões interiores sugere circulação de objetos e possivelmente de ideias.
- O artefato pode ter desempenhado um papel simbólico importante, com marcas de desgaste mostrando que ele foi usado por muito tempo.
Tecnologia e Habilidade
A fabricação do pingente revela um nível sofisticado de habilidade técnica, com o processo envolvendo a remoção do dente da mandíbula da foca, o desgaste da raiz e a perfuração precisa com ferramentas de sílex. Isso reforça que não se tratava de um objeto descartável, mas sim de um item valioso e talvez raro marcador de status.
O estudo abre caminho para novas investigações, com técnicas como análise isotópica e DNA antigo podendo revelar a origem exata da foca e mapear rotas percorridas por esses grupos humanos. Isso nos daria uma ideia muito melhor de para onde esses humanos estavam viajando.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link