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Como o comércio de animais selvagens colabora para o aumento de doenças, segundo estudo

Como o Comércio de Animais Selvagens Contribui para o Aumento de Doenças

Um estudo recente publicado na revista Science revelou que o comércio de animais selvagens desempenha um papel significativo na transmissão de patógenos para humanos. A equipe de cientistas analisou mais de 40 anos de registros de comércio de animais selvagens e identificou que pelo menos 41% das 2.079 espécies de mamíferos comercializadas carregam um agente causador de doenças humanas.

A comercialização de animais selvagens não se limita apenas a práticas ilegais, mas também inclui a venda de animais de estimação, que pode apresentar riscos à saúde humana. A captura, criação, armazenamento, transporte, comercialização e uso final de animais selvagens criam oportunidades para a transmissão de agentes causadores de doenças, o que pode levar a surtos de doenças infecciosas, epidemias e pandemias.

Consequências Regionais e Mundiais

Segundo o estudo, a cada dez anos em que uma espécie está no mercado de animais selvagens, ela compartilha um patógeno adicional com os humanos. Isso foi calculado a partir de modelos que levam em consideração a história evolutiva das espécies e a proximidade dos animais às comunidades humanas. Outros fatores, como o consumo de animais como alimento e o uso em pesquisas científicas, também foram considerados.

Os pesquisadores destacam que o comércio de animais selvagens é um dos principais fatores de transmissão de patógenos de animais para humanos, o que pode resultar em epidemias e pandemias, como a de Covid-19. No entanto, nem todos os patógenos zoonóticos com os quais os humanos entram em contato levam a pandemias e epidemias.

  • Alguns agentes não prejudicam os humanos nem são capazes de transmitir de pessoa para pessoa.
  • Há casos famosos que comprovam a relação direta na transmissão de doenças entre os mamíferos, como o surgimento do HIV, a epidemia de Ebola na África Ocidental em 2014 e a pandemia de Covid-19.

A preparação para possíveis surtos envolve o aumento da vigilância epidemiológica global, o uso de modelos preditivos para determinar quais patógenos devem ser prioridade na pesquisa e a criação de planos de ação para quando possíveis surtos forem detectados. Os autores do estudo esperam que sua pesquisa inspire mais preparativos para lidar com as consequências do comércio de animais selvagens.

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