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Infecção rara faz com que mulher tenha larvas vivas saindo do nariz; entenda

Infecção Rara: Larvas Vivas Saindo do Nariz de Mulher

Um caso extremamente incomum de infecção foi registrado na Grécia, chamando a atenção da comunidade médica internacional. Uma mulher de 58 anos apresentou larvas vivas saindo do nariz, um fenômeno considerado biologicamente improvável em humanos.

A paciente trabalhava ao ar livre em uma ilha grega, próxima a um campo com ovelhas, quando foi atacada por um enxame de moscas em um dia quente de setembro de 2025. Cerca de uma semana depois, começou a sentir dores na região central do rosto, seguidas por uma tosse persistente nas semanas seguintes.

O quadro evoluiu até 15 de outubro, quando, ao espirrar, ela percebeu a saída de “vermes” pelas narinas, o que a levou a buscar atendimento médico imediato. Durante a avaliação, um otorrinolaringologista realizou a remoção cirúrgica de 10 larvas em diferentes estágios de desenvolvimento, além de uma pupa localizada no seio maxilar.

Ciclo Biológico Fora do Comum

A identificação do parasita foi confirmada por análise molecular, utilizando PCR e sequenciamento de DNA, que demonstraram correspondência total com sequências conhecidas de mosca-varejeira-da-ovelha (Oestrus ovis), um parasita que normalmente infecta ovinos e caprinos.

Em seu hospedeiro natural, a mosca deposita larvas nas narinas dos animais, onde elas se desenvolvem nos seios nasais antes de serem expelidas para o ambiente, completando o ciclo no solo. No entanto, o caso grego parece desafiar essa noção, pois os especialistas identificaram também um pupário, uma estrutura rígida que protege a pupa, dentro das vias nasais da paciente.

Possíveis Explicações

Para tentar explicar a ocorrência, os pesquisadores têm trabalhado com duas hipóteses:

  • Exposição a uma grande carga inicial de larvas combinada a um desvio severo do septo nasal da paciente, o que teria dificultado a expulsão das larvas e permitido que permanecessem por tempo suficiente para avançar em seu ciclo de vida.
  • Adaptação evolutiva da espécie, onde o inseto pode estar desenvolvendo a capacidade de completar seu ciclo em humanos.

Ambas as sugestões precisariam ser melhor testadas para serem comprovadas.

O caso foi diagnosticado como um caso de miíase nasal por Oestrus ovis com pupação. Após a remoção cirúrgica dos parasitas, a paciente recebeu tratamento com descongestionantes nasais e apresentou recuperação completa.

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