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HIMSS 2026: o que o Brasil pode aprender sobre IA, interoperabilidade e sustentabilidade na saúde

HIMSS 2026: o que o Brasil pode aprender sobre IA, interoperabilidade e sustentabilidade na saúde

O HIMSS Global Health Conference & Exhibition 2026, realizado em março, em Las Vegas, destacou a transformação digital da saúde como uma realidade em constante evolução. A inteligência artificial (IA) se consolidou como infraestrutura clínica e operacional, com aplicação prática em suporte à decisão clínica, automação de prontuários e gestão do ciclo de receita.

Os principais temas do HIMSS 2026 incluíram:

  • Inteligência artificial como eixo central do evento, com exemplos de aplicação prática em suporte à decisão clínica e automação de prontuários.
  • Interoperabilidade entre hospitais e fontes pagadoras como requisito para a sustentabilidade do setor, com ênfase na troca de dados em tempo real.
  • Substituição de sistemas legados por ambientes em nuvem, com ganhos em escalabilidade, segurança e capacidade analítica em tempo real.

A cibersegurança também assumiu caráter estratégico, impulsionada pelo aumento dos ataques e pelo impacto direto que essas ocorrências têm sobre a operação hospitalar e a segurança do paciente. Além disso, a experiência do paciente apareceu como outro vetor de transformação, com jornadas digitais integradas e telemedicina.

No Brasil, a realidade é diferente. Hospitais brasileiros ainda enfrentam fragmentação de sistemas, grande volume de legados, baixa ou nenhuma integração com operadoras e limitações de investimento. A passagem da estratégia para a execução é o principal gap em destaque, com a relação entre hospitais e operadoras seguindo como o principal gargalo estrutural do setor.

A integração entre prestadores e fontes pagadoras é indispensável para a sustentabilidade do setor. No Brasil, a interoperabilidade ainda é limitada, com pouca troca estruturada de dados assistenciais. A alta sinistralidade nas operadoras, as margens pressionadas nos hospitais e o envelhecimento populacional criam um ambiente que exige mais colaboração entre hospital e operadora, com uso intensivo de dados para ganho de eficiência.

O HIMSS 2026 deixa uma mensagem direta de que a saúde global está se tornando um ecossistema integrado, orientado por dados, no qual a tecnologia é um instrumento central para sustentabilidade financeira e eficiência assistencial. O Brasil ainda opera em silos, com baixa integração e modelo reativo. O ponto crítico já não está no acesso ao conhecimento ou à tecnologia, mas na capacidade de alinhar incentivos entre hospitais e operadoras para transformar intenção em execução.

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