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Cientistas Descobrem um Novo Eixo Biológico que Determina Quanto Tempo Vivemos

Cientistas Descobrem um Novo Eixo Biológico que Determina Quanto Tempo Vivemos

Um estudo recente com mamíferos revelou que um processo chamado splicing alternativo varia de formas precisas e previsíveis entre espécies de vida curta e de vida longa. Essa descoberta identifica um eixo biológico inteiramente novo de regulação da longevidade, que opera de forma independente das mudanças na expressão gênica.

A maquinaria molecular que determina a expectativa de vida de uma espécie não está fixada em uma única camada da biologia. Ela está distribuída em pelo menos duas: atividade gênica e edição gênica. A camada da edição só agora está começando a entrar em foco.

Cada gene humano pode produzir múltiplas versões de sua proteína. O processo responsável por isso é chamado de splicing alternativo. Após um gene ser copiado em uma mensagem preliminar de RNA, a maquinaria da célula seleciona quais segmentos manter e quais cortar antes de montar o conjunto final de instruções.

Um estudo recente analisou padrões de splicing em seis tecidos: cérebro, coração, rim, fígado, pulmão e pele. O foco foram 26 espécies de mamíferos com expectativas de vida que variam de pouco mais de 2 anos a 37 anos. Eles identificaram 731 eventos de splicing cujos padrões se correlacionam com a longevidade máxima.

Esses eventos de splicing são, em grande parte, distintos dos genes cujos níveis globais de expressão se correlacionam com a longevidade. O splicing captura informações relacionadas ao tempo de vida que as medições padrão de atividade gênica ignoram completamente.

Implicações para o Envelhecimento

O estudo não entrega uma terapia, mas sim um mapa. Os genes, caminhos e proteínas reguladoras que ele identifica constituem uma rede de alvos potenciais para intervenções que visam estender a longevidade saudável.

O enriquecimento do splicing associado à longevidade em regiões de proteínas que conferem flexibilidade molecular sugere que espécies de vida longa podem manter a capacidade de suas células de se adaptarem ao estresse e a desafios metabólicos por meio de um ajuste fino no nível do splicing.

Para a crescente população de pessoas que chegam aos oitenta e noventa anos acumulando doenças crônicas, este trabalho reformula uma questão fundamental. O envelhecimento não se trata apenas de quais genes ligam ou desligam, mas sim de como as células editam as mensagens que esses genes enviam.

  • O splicing alternativo é um processo que permite que as células produzam múltiplas versões de uma proteína a partir de um único gene.
  • Os padrões de splicing variam entre espécies de vida curta e de vida longa.
  • O estudo identificou 731 eventos de splicing cujos padrões se correlacionam com a longevidade máxima.

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