Satélite de Elon Musk sofre com anomalia misteriosa no espaço
O satélite 34343, da Starlink, serviço de internet via satélite do bilionário Elon Musk, apresentou uma anomalia em órbita no domingo (29). O mau funcionamento gerou detritos que têm circundado a órbita da Terra, o que levanta preocupações quanto aos riscos para futuras missões espaciais.
A SpaceX confirmou o episódio em um comunicado publicado na rede social X na última segunda-feira (30). O satélite, lançado em maio de 2025, estava em órbita a uma altitude de 560 quilômetros, e a sua anomalia também o levou a perder contato com a espaçonave mais próxima.
A SpaceX tem minimizado o risco do misterioso acidente, afirmando que os detritos não representam ameaça iminente nem ao lançamento da missão Artemis II nem à ISS (Estação Espacial Internacional). No entanto, a empresa afirmou que “continuaremos monitorando o satélite, bem como quaisquer detritos rastreáveis”.
Causas da anomalia
A declaração levantou especulações de que o satélite possa ter se desintegrado. Imagens divulgadas pela LeoLabs, empresa que monitora os satélites, sustentam essa hipótese, já que a sua rede de radares detectou dezenas de objetos nas proximidades do satélite Starlink-34343.
A empresa ainda afirmou que o evento provavelmente foi causado por uma fonte interna, e não por uma colisão com detritos espaciais ou outro objeto. Além disso, a anomalia foi semelhante a um episódio que aconteceu em 17 de dezembro com a Starlink-35956.
- O satélite Starlink-35956 sofreu uma anomalia não especificada que causou o rápido vazamento do tanque de propulsão da espaçonave e uma queda repentina de 4 quilômetros em sua altitude.
- A falha o fez girar de volta em direção à Terra e ejetar detritos.
- Apesar das consequências, a espaçonave permaneceu intacta, mas as suas causas continuam a ser um mistério.
A Starlink declarou que está “trabalhando para determinar a causa raiz [da anomalia] e implementará rapidamente quaisquer ações corretivas que sejam necessárias” para evitar eventuais problemas.
Com mais de 10 mil satélites da SpaceX operando ativamente, a empresa precisa manobrar em torno dos detritos para evitarem possíveis colisões. A LeoLabs declarou que “devido à baixa altitude do evento, é provável que os fragmentos dessa anomalia saiam de órbita dentro de algumas semanas”.
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