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Não ter horário fixo para dormir pode estar ligado a maior risco cardíaco, diz estudo

Não ter horário fixo para dormir pode estar ligado a maior risco cardíaco, diz estudo

Ter horários irregulares para dormir pode trazer mais problemas do que sentir fadiga e sonolência durante o dia. De acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Oulu, na Finlândia, esse hábito também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, especialmente para pessoas que dormem menos de oito horas por noite.

A pesquisa, publicada em 24 de março na revista científica BMC Cardiovascular Disorders, observou que os riscos de maiores eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC), chegavam a dobrar em casos de grupos com horários de dormir inconsistentes e maior variabilidade no padrão de sono.

Os autores do estudo destacam que a regularidade do sono foi avaliada por meio do desvio padrão de 7 dias para o horário de dormir, o horário de acordar e o ponto médio do sono, categorizados em regular, razoavelmente regular e irregular. Além disso, a pesquisa considerou condições como sexo, situação profissional, índice de massa corporal, pressão arterial sistólica, colesterol LDL e atividade física total para ajustar as estimativas.

Resultados do estudo

Os resultados mostraram que 128 participantes (4%) apresentaram eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAMs) durante o período de análise, com maiores riscos de problemas cardiovasculares observados em pessoas cujo período de sono foi menor que a mediana do grupo.

Alguns dos principais achados do estudo incluem:

  • A regularidade do horário de dormir é importante para a saúde do coração.
  • Os horários irregulares para dormir podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
  • A duração do sono também é um fator importante, com pessoas que dormem menos de oito horas por noite tendo um maior risco de problemas cardiovasculares.

Os autores do estudo concluem que manter uma rotina regular de sono é um fator que a maioria de nós pode controlar e que pode ter um impacto positivo na saúde cardiovascular.

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