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Como este peixe ancestral usava o pulmão para ouvir debaixo d’água

Descoberta Revolucionária: Peixe Ancestral Usava Pulmão para Ouvir Debajo d’Água

Em um estudo recente publicado na revista científica Communications Biology, pesquisadores do Museu de História Natural de Genebra e da Universidade de Genebra fizeram uma descoberta surpreendente sobre um peixe ancestral que viveu há 240 milhões de anos. Os cientistas descobriram que esses peixes, conhecidos como celacantos, usavam seus pulmões para detectar sons debaixo d’água.

Os celacantos são peixes pré-históricos que foram redescobertos no século 20 e são mais semelhantes a vertebrados terrestres do que a outros peixes. Eles possuíam um pulmão bem desenvolvido e coberto por placas ósseas, o que os distinguia das espécies modernas que respiram através de brânquias.

Conexão entre Pulmão e Audição

Os pesquisadores usaram imagens de síncrotron, uma técnica de raio X ultra potente, para examinar fósseis do período Triássico descobertos na região de Lorena, na França. As imagens revelaram um pulmão ossificado excepcionalmente bem preservado, com estruturas ósseas semelhantes a asas em sua extremidade.

Além disso, o estudo de embriões de celacantos modernos destacou um canal que conecta os órgãos da audição e do equilíbrio, localizados em ambos os lados do crânio. Os cientistas sugerem que esse sistema funcionaria como um sistema sensorial completo, onde ondas sonoras captadas pelo pulmão seriam transmitidas para os ouvidos internos, permitindo a percepção de sons debaixo d’água.

  • Os celacantos antigos possuíam um pulmão bem desenvolvido e coberto por placas ósseas.
  • O pulmão era conectado a um canal que ligava os órgãos da audição e do equilíbrio.
  • As ondas sonoras captadas pelo pulmão eram transmitidas para os ouvidos internos, permitindo a percepção de sons debaixo d’água.

A descoberta abre possibilidades de estudos sobre outros peixes com as mesmas propriedades e os caminhos evolutivos tomados para que essa adaptação se perdesse ao longo de milhões de anos. De acordo com Lionel Cavin, curador do Museu de História Natural de Genebra e um dos autores do estudo, “essa capacidade auditiva provavelmente foi perdida gradualmente à medida que os ancestrais dos celacantos modernos se adaptaram a ambientes marinhos profundos. Seus pulmões regrediram, tornando esse sistema desnecessário”.

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