O Phishing de Sempre Mudou de Forma e Agora Fala com Você
O phishing por voz, também conhecido como vishing, está se tornando cada vez mais comum em golpes digitais. De acordo com o relatório anual da Mandiant, subsidiária de cibersegurança do Google, essa tática teve um aumento significativo no último ano.
Os kits de vishing customizados já imitam sites e logins em tempo real, tornando mais difícil para as vítimas identificar se a ligação é legítima ou não. Além disso, a pesquisa mostrou que o vishing foi usado como principal vetor de ataques digitais em 11% dos casos registrados em 2025, aparecendo como o segundo método mais popular entre os criminosos para obter acesso ilegal a sistemas alheios.
Mudança de Tática
Ultrapassando métodos mais comuns, como o envio de e-mails ou SMS com links maliciosos, o phishing por voz apresenta uma sofisticação que preocupa especialistas da área. Os golpes por voz trazem uma sofisticação maior que links maliciosos enviados por e-mail, pois exigem habilidades e capacidade de personificação para aplicar o golpe usando a voz.
Jurgen Kutscher, vice-presidente da Mandiant, explicou que “esse tipo de ataque de engenharia social é extremamente poderoso”, porque “exige habilidades e capacidade de personificação” para aplicar o golpe usando a voz. Com táticas de persuasão e um senso de urgência, os hackers conseguem aplicar golpes bem-sucedidos para roubar dados e dinheiro das vítimas.
Como Funciona o Vishing
Mais complexo que o phishing por mensagem de texto ou e-mail, o vishing tem como principal tática usar a voz para enganar as vítimas. Entre as fraudes mais comuns há o famoso golpe do falso suporte técnico, quando o criminoso liga para a pessoa fingindo ser um funcionário de TI que diz ter detectado um vírus no computador e celular da vítima, solicitando acesso remoto para corrigir a falha.
- O golpe do falso suporte técnico: o criminoso liga para a vítima fingindo ser um funcionário de TI que diz ter detectado um vírus no computador e celular da vítima.
- O golpe da falsa central bancária: o golpista liga para a vítima em potencial se passando por um funcionário de um banco, com o objetivo de conseguir dados bancários da pessoa.
O grande diferencial do vishing é o poder de persuasão que os hackers têm para convencer a vítima de que a ligação é legítima. Além da engenharia social, os criminosos usam um senso de urgência exagerado para deixar a vítima impulsiva e amedrontada com algum tipo de problema criado por eles.
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