Agtechs no Brasil: Um Setor em Expansão
O número de startups de base tecnológica voltadas ao agronegócio no Brasil alcançou 2.075 em 2025, representando um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Essa informação foi divulgada pela sexta edição do Radar Agtech Brasil, um estudo elaborado por Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens. O resultado indica uma desaceleração em comparação com os anos anteriores, ocorrendo em um contexto de maior maturidade tecnológica e mudanças na dinâmica de capital.
Os dados apresentados durante o Radar Agtech Summit, em São Paulo, mostram que o setor de agtechs está se expandindo para além do eixo tradicional, com estados fora desse eixo registrando novos empreendimentos. Em 2025, o Amazonas contabilizou 17 agtechs, Goiás 15 e Mato Grosso 14. Além disso, Minas Gerais e Rondônia tiveram os maiores acréscimos, com 13 novas empresas cada.
Concentração Regional e Áreas de Atuação
A Região Sul passou a concentrar a maior parcela de ambientes de inovação, com 37,18% das estruturas localizadas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Sudeste reúne 32,82%, distribuídos entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. As áreas de atuação das agtechs incluem:
- Alimentos inovadores e novas tendências alimentares, que concentram 15% das startups;
- Sistemas de gestão da propriedade rural, que representam 8%;
- Plataformas integradoras de dados, que somam 7,5%.
A presença de tecnologias digitais é predominante, com 83% das empresas utilizando inteligência artificial em processos ou produtos, e 35% tendo essa tecnologia como base do modelo de negócio. Além disso, o levantamento aponta mudança na inserção das empresas na cadeia produtiva, com a maior parte das agtechs atuando dentro da fazenda, com 41,1%.
Desafios e Oportunidades
O setor de agtechs enfrenta desafios, como a mudança na dinâmica de investimentos, que se tornou mais restritiva nos últimos anos. No entanto, as empresas estão se adaptando, estruturando seus negócios com maior foco em eficiência e rentabilidade desde os estágios iniciais. A evolução do setor depende da articulação entre tecnologia, capital, governança e produção.
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