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Álbum ao vivo feito por Alceu Valença há 50 anos é o mote de documentário que estreia em abril no Rio em festival

Um Álbum ao Vivo que Desafia o Tempo

O álbum “Vivo!”, lançado por Alceu Valença em 1976, é um marco importante na discografia do artista pernambucano. Com o peso e a eletricidade do rock, mas calcado nos ritmos nordestinos, o álbum encadeia oito músicas captadas em 7 de setembro de 1975 no Teatro Tereza Rachel, no Rio de Janeiro.

As oito composições do álbum são de autoria de Alceu Valença, com a colaboração de Geraldo Azevedo em “Edipiana nº 1”. Duas músicas, “Papagaio do futuro” e “Punhal de prata”, já tinham sido gravadas no álbum anterior de Alceu, “Molhado de suor”. A embolada “Papagaio do futuro” já tinha sido apresentada em 1972 no “Festival Internacional da Canção” em número feito por Alceu com Geraldo Azevedo e Jackson do Pandeiro.

A edição do álbum “Vivo!” consolidou a ideia de uma música de sonoridade universal calcada na matriz nordestina de gêneros como aboios, emboladas, martelos agalopados, modas de viola e cocos, tocados com a energia do rock, em clima por vezes psicodélico. E agora, 50 anos depois, o álbum de Alceu Valença é o mote de um documentário que estreia em abril no Rio de Janeiro.

O Documentário “Vivo 76”

O documentário “Vivo 76” será exibido na 31ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade, programada para acontecer nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo de 9 a 19 de abril. A première do documentário será na abertura carioca do festival.

O documentário foi idealizado pelos cineastas Cláudio Assis e Lírio Ferreira em 2016, quando Alceu Valença fez 70 anos. A ideia era enfocar no filme álbuns como “Molhado de suor”, “Vivo!” e “Espelho cristalino”. Agora, com a turnê comemorativa dos 80 anos de Alceu Valença, “80 girassóis”, o documentário está pronto para ser exibido.

  • O álbum “Vivo!” foi lançado em março de 1976 pela gravadora Som Livre.
  • O álbum foi gravado em 7 de setembro de 1975 no Teatro Tereza Rachel, no Rio de Janeiro.
  • O documentário “Vivo 76” será exibido na 31ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade.

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